
A Prefeitura de São José dos Campos definiu os pilares para a concessão do Parque Natural Augusto Ruschi, conhecido como Horto Florestal.
Após a aprovação do projeto na Câmara, na última quinta (9), a gestão municipal apresentou o projeto de parceria com a iniciativa privada durante coletiva nesta quarta (15).
O parque, que está fechado desde 2020, é considerado subutilizado e pouco conhecido pela população joseense. Desde a pandemia o Horto não recebe visitas públicas, por necessidade de obras.
A Prefeitura quer trazer o parque para o roteiro turístico da cidade, assim como desenvolver atividades de recreação com escolas joseenses e passeios ciclísticos. A entrada continuará gratuito na nova gestão.
Uma consulta pública ficará aberta por 30 dias para divulgar os estudos feitos para a elaboração do projeto. Os documentos podem ser vistos no site oficial da Prefeitura de São José dos Campos.
O edital de concessão deverá ser publicado daqui 45 dias.
O prefeito Anderson Farias (PSD) afirmou que o modelo de negócio é importante para o funcionamento do Parque Augusto Ruschi.
“Que a gente tenha a utilização deste espaço, principalmente para o fomento da educação ambiental. Também faz parte a questão da saúde, lazer, turismo e até a geração de empregos para a região Norte.”
O assessor de Projetos Especiais de São José dos Campos, Alexandre Blanco, destacou que um centro de exposições interativas, com imagens dos animais do Horto, será criado.
A observação de pássaros e até astronômicas também foram citadas como possíveis novidades.
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Economia e modelo de concessão
O prazo determinado para a concessão, por meio de parceria público-privada, é de 20 anos.
Segundo a gestão municipal, esse modelo de negócio permitirá uma economia de R$ 8,8 milhões ao longo dos anos de concessão. Atualmente, a Prefeitura investe R$ 840 mil por ano no parque.
Com a parceria, a despesa cairá para R$ 400 mil. Além disso, estima-se que a receita atingirá R$ 2,9 milhões, com 26 mil visitantes anuais.

Números
- Investimentos a longo prazo (Capex): R$ 5,5 milhões em dois anos
- Despesas do dia a dia: R$ 1,5 milhão por ano
- Contraprestação: R$ 400 mil por ano
O Parque Augusto Ruschi
O Parque Natural Augusto Ruschi tem 2,4 milhões de metros quadrados e integra uma área de reserva da Mata Atlântica, além de uma Unidade de Conservação Integral (SNUC).
Na última divulgação do plano de manejo, 196 espécies de vegetais, 136 aves, 23 anfíbios, 51 répteis e 34 mamíferos vivem no parque.
Preservação de espécies
A quantidade de espécies na região, incluindo as endêmicas, como o sagui-da-serra-escuro, também precisam de atenção e, segundo Anderson Farias, este cuidado já está determinado no edital.
“O próprio gestor do parque terá essa exigência, primeiro pela preservação, proteção e até a catalogação, porque ainda existe desconhecimento da quantidade total de espécies que vivem aqui. Tudo será realizado junto aos órgãos competentes do município.”