
O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), negou que a primeira-dama, Sheila Thomaz Ferreira, vá disputar as eleições de 2026.
Em entrevista ao podcast Pelo Bem de São José, o prefeito afirmou que a esposa não será candidata e que, na verdade, está envolvida em um projeto familiar: a criação de um instituto voltado para pessoas com deficiência (PCDs), em parceria com o filho João Henrique, que perdeu uma perna após ser atropelado na Irlanda há quase dois anos.
“Ela não tem essa ambição. Apesar de partidos sempre falarem com ela, convidarem, isso é natural, mas muito pelo contrário: ela até se desfiliou do partido [PSD] para ficar mais tranquila em relação ao instituto, sem vínculo político-partidário”, disse Anderson.
Sheila cogita, mas prega “calma” para decidir futuro
A fala do prefeito contrasta com o que a primeira-dama compartilhou em entrevista ao portal spriomais nesta quinta-feira (5). Sheila confirmou que deixou o PSD e revelou que estuda convites de grandes partidos para, possivelmente, disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo ou na Câmara dos Deputados em 2026.
“Não está nada decidido ainda se vou ser candidata ou por qual partido. Mas, se estou pensando nisso, acho até mais idôneo tomar essa decisão com autonomia. Faço política há muitos anos, tenho contatos, sou procurada por muitas pessoas, e isso é muito honroso. Mas preciso pensar com calma”, pontuou.
Na ocasião, ela também destacou que a decisão envolve a família, especialmente João Henrique, que ainda faz tratamento após o acidente.
Procurada novamente nesta sexta-feira (5), Sheila voltou a projetar seu futuro político com cautela e disse estar vivendo um momento delicado na vida pessoal. “João está retomando a fisioterapia e depois virá a reabilitação. Temos que analisar muito.”
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Instituto inspirado em modelo europeu
Segundo Anderson, o foco atual de Sheila está no desenvolvimento de um instituto para reabilitação de pessoas que perderam membros.
A ideia surgiu da experiência que ela teve no período em que viveu na Irlanda apoiando o filho, onde centros de reabilitação trabalham em parceria com equipes esportivas paralímpicas.
“Lá [em Dublin], qualquer pessoa que chega por perda de membro, seja jovem ou idosa, já é encaminhada para o esporte. Vai ser atleta? Talvez, quem sabe. Mas é uma forma de praticar algo. Muitas vezes, a pessoa que perdeu um braço ou uma perna perde também o sentido de viver pela falta de mobilidade. Na prática esportiva ela encontra uma nova motivação. Aqui no Brasil, infelizmente, não existe esse modelo”, explicou o prefeito.
Anderson contou que João Henrique mantém conversas sobre o projeto com Kelvin Bakos, diretor do Instituto Athlon, que trabalha com atletas paralímpicos em São José, e destacou que o filho está agarrado na ideia de trazer o modelo irlandês para a cidade.
Meu filho pensa nisso, ele vem escrevendo o projeto, trabalhando nisso e a Sheila é grande parceira dele”, disse.