
O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) concedeu liminar suspendendo as investigações contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, na Operação Caixa Preta, da Polícia Federal (PF).
A decisão foi tomada na quinta (31), um dia após a PF cumprir mandados de busca e apreensão na sede da CBF e na residência do dirigente.
Decisão judicial
De acordo com a CBF, o vice-presidente do TRE-RR, em sua decisão, destacou que não foram apresentados elementos concretos que comprovassem a participação de Xaud em supostos crimes eleitorais.
O magistrado também considerou que houve “grave constrangimento ilegal” na decretação da busca e apreensão e “desproporcionalidade da medida” contra o presidente da CBF.
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Operação
A Operação Caixa Preta apura suposto esquema de compra de votos durante as eleições municipais de Boa Vista em 2024.
Os principais investigados são a deputada federal Helena Lima (MDB-RR) e seu marido, o empresário Renildo Lima, preso no ano passado com R$ 500 mil em espécie.
Xaud, que é suplente de Helena Lima, entrou na mira da PF após ser citado em conversas entre Renildo Lima e um candidato a vereador.
No entanto, o Ministério Público Eleitoral emitiu parecer contrário aos pedidos da PF, argumentando falta de provas contra o presidente da CBF.
Xaud se defende
Em nota divulgada pela CBF, Samir Xaud afirmou:
“Sei de onde eu vim, sei quem eu sou e mantive a tranquilidade nos últimos dias, apesar da injustiça cometida e da grave exposição negativa da minha imagem. Seguirei trabalhando com foco, fé e honestidade em prol do futebol brasileiro.”
A CBF também reforçou que nenhum material foi apreendido durante as buscas e que a entidade coopera com as investigações.