
Os cães têm a capacidade de imitar espontaneamente nossos gestos, de copiar a forma como abrimos a porta de casa e de reproduzir automaticamente as nossas emoções, seja a de medo, a de insegurança ou a da alegria.
Alguns especialistas falam até que eles podem adquirir traços de nossas personalidades. Chegam a ser considerados por alguns cientistas como “superimitadores”.
Isso explica os vídeos nas redes sociais que mostram animais, principalmente os cães, fazendo exatamente a mesma coisa que seus tutores: se o tutor manca, com a perna engessada, o cão aparece ao lado simulando problema na pata; se a tutora assiste TV no sofá, apoiando a cabeça em um travesseiro, este provavelmente será o apoio do cão; e, se alguém vive zangado, pode ter um cão mal-humorado!
É bom você saber: Se seu cão vomitar, fique em alerta!
Os caninos copiam gestos e reproduzem emoções de seus tutores por necessidade de integração ao grupo e para se aproximar ainda mais de seus cuidadores.
“Eles se beneficiam da oportunidade de aprender com humanos e são capazes de sincronizar espontaneamente seu comportamento com o de seu cuidador”, afirma o artigo científico Would dogs copy irrelevant actions from their human caregiver?, publicado em 2018 no PubMed Central, da National Library of Medicine.
Os autores afirmam que metade dos cães que participaram da pesquisa “replicou uma ação irrelevante realizada por seu tutor”. Quanto maior a identificação com o grupo, maiores as chances de harmonia e de sobrevivência.
Nem tudo, porém, são boas notícias neste mundo do mimetismo: um tutor que, durante um passeio em uma cidade como São Paulo ou Rio de Janeiro, teme ser assaltado terá essa apreensão percebida pelo amigo de quatro patas. E há a possibilidade de o cão ficar inseguro durante os passeios.
Sabia dessa? Evolução da espécie torna o cão mais simpático
Uma família com laços de dependência pode levar, sem perceber, um cão a desejar companhia permanente. Neste caso, o cão será suscetível à ansiedade de separação — e a culpa, na hora de deixá-lo em um hotelzinho, não é dele.
Nem todos os cachorros copiam seus tutores de maneira tão perceptível. Mas um caso não falha: sabe aquele valentão do bairro que diz logo que seu pitbull não aceita desaforo e pode atacar e morder? Pode apostar: o brigão (líder) é o sujeito que segura a guia.