
A Embraer divulgou, nesta terça (6), um prejuízo líquido de R$ 428,5 milhões no primeiro trimestre de 2025, resultado 574,8% superior ao prejuízo de R$ 63,5 milhões registrado no mesmo período de 2024.
Apesar do tombo, a empresa destacou que o desempenho não foi impactado pelas tarifas impostas pelos EUA e atribuiu parte do resultado negativo aos investimentos para acelerar entregas futuras.
Destaques do balanço
- Entregas de aeronaves: 30 jatos (20% a mais que no 1º trimestre de 2024), sendo 7 comerciais (3 E195-E2 e 4 E175-E1) e 23 executivos (14 leves e 9 médios).
- Carteira de pedidos: Saltou para US$ 26,4 bilhões, alta de 25,1% ante os US$ 21,1 bilhões de 2024.
- Fluxo de caixa livre ajustado: Negativo em R$ 2,3 bilhões (excluindo a divisão Eve, de eVTOLs), reflexo dos preparativos para aumentar produções.
Cenários
A fabricante joseense destacou a demanda por aviões executivos, principalmente nos mercados da América do Norte e Europa.
A divisão de Defesa & Segurança, com o KC-390, também segue como aposta para reduzir a dependência do ciclo comercial.
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Apesar do prejuízo trimestral, a alta na carteira de pedidos e no volume de entregas futuras indica boa perspectiva para os próximos meses.
A empresa tem esperança sobre os contratos de defesa e o avanço da Eve, que planeja certificar seu carro voador até 2026.