
O anúncio do fim do home office nas unidades da Embraer no Brasil e no exterior, mobilizou os trabalhadores de São José dos Campos (SJC) . Na manhã desta quinta-feira (13), eles se reuniram em assembleia com o Sindicato dos Metalúrgicos para discutir a decisão da empresa.
Durante a reunião, foram definidas as reivindicações dos funcionários, que, por cinco anos, trabalharam de forma remota e agora são contra o fim do regime. Eles exigem a abertura de um processo de negociação com o sindicato e solicitam uma reunião com o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto. Além disso, os trabalhadores pedem que qualquer mudança no regime de trabalho só aconteça em 2026.
De acordo com o sindicato, a medida afetará cerca de 5 mil funcionários em São José dos Campos e região. Diversos deles foram contratados para trabalhar no formato home office e moram longe da empresa.
Em comunicado interno, a Embraer informou que deixará de pagar a ajuda de custo para home office e o vale-refeição para os trabalhadores das unidades que possuem refeitório.
Entenda o caso
A Embraer anunciou nesta terça-feira (11) que descontinuará a política de trabalho remoto para seus funcionários a partir de 4 de agosto.
A decisão, que segue uma diretriz global da companhia, foi comunicada internamente pelos gestores de cada setor.
De acordo com a Embraer, a mudança acompanha o momento de crescimento da empresa e visa fortalecer os laços entre as equipes, promovendo maior colaboração, desenvolvimento profissional e agilidade na comunicação e na tomada de decisões.
Apesar do fim do home office integral, a companhia manterá a possibilidade de trabalho remoto uma vez por semana.
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