A PGR (Procuradoria Geral da República) denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas por tentativa de golpe de Estado em 2022.
O ex-presidente foi ainda denunciado por outros quatro crimes:
- Liderança de organização criminosa armada;
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da união;
- Deterioração de patrimônio tombado.

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As investigações apontam que o plano de golpe começou em 2021, com ataques ao sistema eleitoral e falsas alegações de fraude nas urnas. Em 2022, Bolsonaro se reuniu com diplomatas para tentar convencer a comunidade internacional sobre essas alegações. No segundo turno das eleições, ele teria usado órgãos de segurança para dificultar o voto dos eleitores que apoiavam o seu adversário, Lula. Pessoas envolvidas em sua equipe ajudaram na violência e destruição durante os atos de 8 de janeiro de 2023.
Após as eleições, mesmo sem provas de fraude, Bolsonaro e seus aliados continuaram espalhando a mentira e incentivando acampamentos em frente a quartéis. Os ataques violentos de 8 de janeiro, que destruíram prédios dos Três Poderes em Brasília, foram a última tentativa de golpe.
As denúncias serão analisadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Se aceitas, Bolsonaro será réu e enfrentará um processo judicial. O ex-ministro Braga Netto e o ex-ajudante de Bolsonaro, Mauro Cid, também foram denunciados.
Por meio de nota, a defesa de Jair Bolsonaro se manifestou:
A defesa do Presidente Jair Bolsonaro recebe com estarrecimento e indignação a denúncia da Procuradoria-Geral da República, divulgada hoje pela mídia, por uma suposta participação num alegado golpe de Estado.
O Presidente jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito ou as instituições que o pavimentam.
A despeito dos quase dois anos de investigações — período em que foi alvo de exaustivas diligências investigatórias, amplamente suportadas por medidas cautelares de cunho invasivo, contemplando, inclusive, a custódia preventiva de apoiadores próximos —, nenhum elemento que conectasse minimamente o Presidente à narrativa construída na denúncia, foi encontrado.
Não há qualquer mensagem do Presidente da República que embase a acusação, apesar de uma verdadeira devassa que foi feita em seus telefones pessoais.
A inepta denúncia chega ao cúmulo de lhe atribuir participação em planos contraditórios entre si e baseada numa única delação premiada, diversas vezes alteradas, por um delator que questiona a sua própria voluntariedade. Não por acaso ele mudou sua versão por inúmeras vezes para construir uma narrativa fantasiosa.
O Presidente Jair Bolsonaro confia na Justiça e, portanto, acredita que essa denúncia não prevalecerá por sua precariedade, incoerência e ausência de fatos verídicos que a sustentem perante o Judiciário.
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