O Governo de São Paulo decretou, nesta quarta-feira (19), situação de emergência em saúde pública devido à epidemia de dengue no estado.
A medida foi anunciada pelo secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, durante reunião do Centro de Operações de Emergências para Arboviroses, no Instituto Butantan, em São Paulo.
No Vale do Paraíba e Litoral Norte, a situação também é preocupante. Já são 1.558 casos confirmados na região, segundo os dados do painel estadual.
Além disso, cinco óbitos foram confirmados e mais seis estão sendo investigados.

Ações anunciadas
- Aumento de 20% no financiamento para internações de pacientes com dengue, impactando diretamente os hospitais e unidades de saúde do SUS
- Investimento de R$ 3 milhões na compra de 100 nebulizadores portáteis e 10 nebulizadores ambientais, somando-se aos 730 equipamentos já disponíveis
- Reforço no estoque de medicamentos, com 32 milhões de unidades de sais de reidratação oral, soro fisiológico e antitérmicos
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Vacina contra a dengue
O Instituto Butantan está finalizando o desenvolvimento da primeira vacina de dose única contra a dengue do mundo.
A vacina, que protege contra os quatro sorotipos do vírus, reduziu em 79,6% o risco de adoecer e em 89% o risco de formas graves da doença. O registro na Anvisa está em fase final.
Porém, de acordo com o prefeito de São José dos Campos, a vacina não deverá ser liberada para a cidade neste ano.
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Plano de contingência
O governo também apresentou o Plano de Contingência das Arboviroses Urbanas 2025/2026, com estratégias para combater dengue, chikungunya e Zika. O plano inclui:
- Capacitações para profissionais de saúde
- Monitoramento da circulação do vírus em 71 unidades sentinelas
- Ações integradas entre secretarias estaduais e municípios
A secretária do Centro de Vigilância Epidemiológica, Tatiana Lang, reforçou a importância do controle de criadouros e da conscientização da população.
“A conscientização é a medida mais eficaz para combater a doença”, destacou.
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