Caraguatatuba vive crise por conta da dengue. O primeiro levantamento para medir a infestação do mosquito Aedes aegypti na cidade constatou um Índice de Densidade Larvária (IDL) médio de 4,5, considerado de risco segundo o Ministério da Saúde.
A região sul do município é a que apresenta a maior concentração do mosquito e um possível risco de epidemia, com o índice chegando a 8,74.
A análise, feita pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), revelou que 81% dos criadouros encontrados são móveis ou passíveis de remoção e estão localizados em bjetos como garrafas, pratos de planta e potes.
Esses focos podem ser eliminados pelos próprios moradores em vistorias semanais por suas casas para evitar o acúmulo de água.

Casos de dengue em Caraguatatuba
Até a última terça-feira (4), a Secretaria de Saúde de Caraguá havia registrado 194 notificações de casos de dengue. Desse total, 25 foram casos positivos, 169 negativos e uma morte segue em investigação.
Os dados do município, no entanto, não batem com os divulgados pelo Governo de São Paulo. De acordo com o governo estadual, até quarta (5), Caraguá tinha 32 casos confirmados da doença, 41 prováveis e outros 140 foram descartados.
Medidas de prevenção
A Prefeitura reforça a importância da população se prevenir e ficar atenta à dengue. O município orienta os moradores a eliminar possíveis focos de mosquito, além de denunciar por meio da Central 156 residências que possam servir de criadouros, como casas de veraneio fechadas.
Confira abaixo recomendações do Ministério da Saúde para prevenção da dengue:
- Manter caixas d’água e reservatórios tampados
- Limpar calhas e lajes
- Utilizar repelentes e roupas de mangas compridas
- Instalar telas em janelas e portas
A dengue costuma se manifestar por sintomas como febre alta, dores musculares e nas articulações, manchas vermelhas na pele, dor de cabeça ou atrás dos olhos, além de náuseas e vômitos. Em casos mais graves, podem ocorrer complicações, como sangramentos e diminuição da urina.
Leia mais de Caraguá: Prefeitura rescinde com empresa e atividades esportivas são suspensas na cidade
Veja orientações ao aparecerem os primeiros sintomas:
- Não se automedicar;
- Procurar uma unidade de saúde;
- Repousar;
- Ingerir líquidos;
- Procurar imediatamente o serviço de urgência em caso de sangramentos ou surgimento de pelo menos um sinal de alarme;
Grupos vulneráveis, como pessoas com doenças crônicas, gestantes, crianças com menos de dois anos e idosos acima de 65 anos, estão mais propensos a desenvolver complicações severas, por isso devem procurar ajuda médica imediata e reforçar os cuidados preventivos dentro de casa.
Acompanhe também: