Após um episódio de racismo ter marcado uma partida da Copinha no último sábado (4), o Taubaté e o Atlético Guaratinguetá reforçaram suas posições contra o preconceito.
Os dois times, os únicos do Vale do Paraíba que disputam a competição, divulgaram comunicados pelas redes sociais pedindo respeito nos estádios, repudiando gritos e comentários homofóbicos ou racistas, e ressaltando aos torcedores que é proibido arremessar objetos no gramado.
“O Esporte Clube Taubaté acredita que o esporte é uma ferramenta social muito forte e pode ajudar na união e bem-estar da sociedade. Por isso, desejamos que os estádios sejam um local acolhedor, principalmente o NOSSO estádio!”, destacou o Taubaté em seu perfil.
“Acreditamos que o futebol é uma paixão que une, e por isso, é essencial que a segurança, respeito e a igualdade prevaleçam dentro e fora dos gramados”, escreveu o Atlético Guaratinguetá na legenda do post.

O que aconteceu
Durante o jogo entre América (RJ) e Itapirense (SP), realizado em Itapira, um atleta da equipe carioca relatou ter sido vítima de um ato racista vindo das arquibancadas.
O caso foi reportado à equipe de arbitragem e levado à Polícia Militar. A Federação Paulista de Futebol (FPF) informou em nota que oferece suporte ao jogador e ao clube e que não tolera quaisquer atos racistas ou discriminatórios.
“A Copinha Sicredi é uma competição democrática, de respeito e alegria, sem espaço para preconceito de qualquer tipo”, afirmou.
A FPF informou ainda que o caso será encaminhado à Justiça Desportiva para que sejam tomadas todas as medidas cabíveis.
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