O Vale do Paraíba é a sede do maior exercício militar realizado pelo Exército Brasileiro em 2024.
Com a participação de 7.752 militares, uso de 15 aeronaves e quase 500 veículos, as tropas iniciam hoje (25) uma série de atividades que vão se estender por dez cidades da região do Vale do Paraíba, oito delas em solo paulista e mais Itatiaia e Resende, no Rio de Janeiro.
Os militares enfrentarão em diferentes exercícios por terra, ar e água, situações próximas da realidade de combate, “no mais alto nível de comando operacional”, descreveu o Exército.
A operação será realizada até o dia 4 de dezembro e foi chamada de “PERSEU”, semideus filho de Zeus que matou Medusa na mitologia grega.
As atividades começam nesta segunda-feira (25), em Taubaté, onde o Exército reúne todos os militares, equipamentos, viaturas e aeronaves para que o Comandante Militar do Sudeste, o General Guido Amin Naves, verifique o nível de preparo dos participantes.
De Taubaté, as tropas seguem para Cruzeiro, cidade em que realizam na quarta (27) um “assalto aeromóvel”, operação que consiste em ações com aeronaves no território inimigo, como reconhecimento, segurança, infiltração, incursão e exfiltração.
No Vale do Paraíba paulista, o Exército ainda vai passar por Caçapava, Pindamonhangaba, Lorena, Cachoeira Paulista, Silveiras e Areias.

Veja um resumo das atividades do Exército na região
Transposição de Curso D’água (28 de novembro, em Lorena)
Tem como objetivo levar o poder de combate através de um obstáculo aquático, assegurando a integridade e a impulsão das forças do Exército.
Nesta operação, serão empregados os Guaranis, viaturas blindadas de combate sobre rodas, e equipamentos da Engenharia do Exército para a transposição do Rio Paraíba do Sul.
Ataque em Área Edificada (de 29 de novembro a 1° de dezembro, em Silveiras e Areias)
É uma operação de combate em área urbana que exige treinamento específico e uso de técnicas em ambientes edificados (prédios, casas, entre outros).
Assalto Aeroterrestre e Aeromóvel (30 de novembro, em Itatiaia – RJ)
O assalto aeroterrestre ocorre com o lançamento de paraquedistas e equipamentos para o cumprimento de missões em território inimigo.
Já no assalto aeromóvel, a infiltração é feita com o apoio de helicópteros, que transportam as tropas até o local de desembarque, em solo inimigo.
Tropas paraquedistas do Rio de Janeiro participam deste exercício, com apoio de aeronaves da Força Aérea Brasileira. O Comando de Aviação do Exército participa com aeronaves de asas rotativas.
Assalto aeromóvel e aeroterrestre e ataque em área edificada (1° de dezembro, em Resende – RJ)
Junção das atividades realizadas nas operações anteriores.
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Marcha para o combate, ataque e operações contra forças regulares (2 de dezembro, Resende – RJ)
O objetivo é o deslocamento das tropas para aproximação e contato com o inimigo em uma ação ofensiva com a finalidade de concluir um ataque.
Esta parte do exercício é a mais próxima de um combate real entre forças inimigas e conta com uso de viaturas e armamentos.
Ataque, junção e tiro de fração (3 de Dezembro, em Resende – RJ)
Após todos os deslocamentos das tropas, por terra e por ar, elas voltam a se reunir na junção. Em seguida, realizam o tiro de tração, que tem como objetivo manter o terreno e permitir a progressão da tropa.
Tiro real – aviação, manobra e artilharia de campanha e antiaérea (4 de dezembro, em Resende)
Tiro real é um exercício tático de ataque que envolve a execução, como o nome indica, de tiros reais. Os tiros de aviação e de artilharia de campanha e antiaérea serão disparados no campo de instrução da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende.
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