Sem registrar casos de febre amarela desde 2018, São José dos Campos estimula a vacinação para as pessoas que ainda não se imunizararam contra a doença na cidade.
Segundo a Prefeitura, 85,49% da população-alvo já tomou a vacina, que no esquema vacinal brasileiro precisa ser administrada somente uma vez durante toda a vida.
A preocupação do município tem a ver especialmente com esta época do ano. A maior frequência de casos da doença ocorre entre os meses de dezembro e maio, período com grande índice de chuvas, que colaboram para aumentar a proliferação do vírus transmitido pela picada de mosquitos.

A vacinação contra a febre amarela faz parte do calendário nacional de imunização para crianças de 9 meses a 4 anos.
A vacina, no entanto, também é indicada para adolescentes e adultos que vivem em regiões brasileiras com recomendação de vacinação e para quem planeja viagem nacional ou internacional para áreas de risco para a doença. Nesses casos, os turistas devem receber o imunizante pelo menos dez dias antes do deslocamento.
A imunização é realizada em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de São José e se encerra sempre uma hora antes do fechamento das unidades. Os endereços e horários de funcionamento podem ser consultados no site da Prefeitura.
Últimos casos na cidade
A última vez que São José dos Campos registrou casos de febre amarela foi em 2018, quando 13 pessoas foram confirmadas com a doença, seis delas contaminadas no próprio município (casos chamados de autóctenes). Em 2019, houve a confirmação de mais um caso, porém a pessoa havia se contaminado em outra cidade.
Uma morte pela doença foi confirmada em todo o estado de São Paulo em 2024. O caso aconteceu em março e a vítima era um homem de 50 anos morador de Águas de Lindóia e que se deslocava também pela região de Monte Sião, em Minas Gerais.
Informações sobre a febre amarela
Existem dois tipos de febre amarela: a silvestre e a urbana. A diferença das duas é o mosquito que carrega o vírus e o transmite pela picada. Atualmente no Brasil, existe apenas a febre amarela silvestre, transmitida pela picada de mosquitos que vivem em zona de mata.
Entretanto, o cuidado com a proliferação desses mosquitos nas zonas urbanas deve ser grande. É importante eliminar todos os criadouros, especialmente os do Aedes aegypti, transmissor da dengue, que também pode infectar com a febre amarela caso se contamine com o vírus da doença.
Diagnóstico de febre amarela
A febre amarela é de notificação compulsória. Todos os casos suspeitos são investigados e são realizados exames pelo Instituto Adolfo Lutz para confirmar ou descartar o diagnóstico.
Na suspeita de um caso de febre amarela, o Centro de Controle de Zoonoses deve ser acionado para que equipes possam realizar ações de combate ao mosquito em um raio de 300 metros ao redor do local de infecção.
Sintomas da doença
Os sintomas iniciais da febre amarela são:
- Início súbito de febre;
- Calafrios;
- Dor de cabeça intensa;
- Dores nas costas;
- Dores no corpo em geral;
- Náuseas e vômitos;
- Fadiga e fraqueza;
A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.
Em casos graves, a pessoa infectada por febre amarela pode desenvolver algumas complicações, como:
- Febre alta;
- Icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos);
- Hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal);
- Eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.
Confira mais informações sobre a doença no site da Prefeitura de São José dos Campos.
Quem não pode tomar a vacina contra a febre amarela?
A vacinação é a principal forma de prevenção e controle da febre amarela. O imunizante contém o vírus vivo atenuado, é administrado via subcutânea e está disponível durante todo o ano nas unidades de saúde da cidade.
Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).
A vacina contra a doença deve ser tomada pelo menos dez dias antes do deslocamento para áreas de risco, especialmente para as pessoas que são vacinadas pela primeira vez.
Alguns grupos, no entanto, não podem receber o imunizante. Confira:
- Crianças menores de nove meses de idade;
- Gestantes;
- Mulheres amamentando crianças com até 6 meses;
- Pessoas com imunodeficiência primária ou adquirida;
- Indivíduos vivendo com HIV/Aids que apresentem imunodeficiência grave;
- Indivíduos com imunossupressão à doença ou terapias imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses de 2 mg/kg/dia para crianças e 20 mg/dia para adultos por mais de 14 dias);
- Pessoas em uso de medicações antimetabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Natalizumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe e outros terminados com MOMAB, XIMAB, ZUMAB, ou UMAB)
- Transplantados;
- Câncer em tratamento;
- Pessoas que apresentaram reação alérgica grave ao ovo;
- Pessoas com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma), lúpus, doença de Addison;
- Artrite reumatoide;
- Pessoas com doenças hematológicas que cursam com imunodeficiência (como aplasia de medula/anemia aplástica).
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