As prisões durante a nova “saidinha” temporária no estado de São Paulo chegaram a 769 no último final de semana e bateram recorde. O número, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), é o maior desde o início da fiscalização e recondução de detentos, que começou em junho de 2023.
Somente no sábado (21) e domingo (22), a Polícia Militar paulista prendeu 206 detentos que haviam recebido o benefício e descumpriram medidas cautelares impostas pela Jutiça, como não sair durante a noite ou frequentar bares e baladas.
No Vale do Paraíba, 47 presos foram recapturados desde terça-feira (17), quando o benefício começou. Esta é a terceira saidinha do ano e o prazo para os presidiários retornarem ao sistema prisional se encerra às 18h desta segunda (23). Quem descumprir será considerado foragido.

Como funciona o monitoramento dos presos
Um acordo de cooperação entre a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) permite que os policiais tenham acesso às informações dos presos beneficiados.
Dessa forma, é possível verificar durante a abordagem se as regras para a saída temporária determinadas pela Justiça estão sendo cumpridas, sem a necessidade de levar o detento até uma delegacia para a elaboração do boletim de ocorrência.
O Poder Judiciário estabelece que o detento beneficiado pela medida deve permanecer na cidade declarada à Justiça. Ele também fica proibido de se ausentar da residência no período noturno, frequentar bares, boates, locais de uso de entorpecentes, envolver-se em brigas, andar armado ou praticar qualquer outro ato considerado grave perante o Poder Judiciário.