Clima quente entre os líderes da corrida eleitoral pela Prefeitura de São José dos Campos. Os ex-aliados Eduardo Cury (PL) e Anderson Farias (PSD) deixaram o passado para trás e entraram de vez em pé de guerra pelo trono.
Há seis dias, em sabatina na TV Band Vale, Cury sugeriu que a atual gestão do prefeito Anderson aplicou um calote milionário na cidade.
“Uma das questões graves, um calote de centenas de milhões de reais de despesas corriqueiras, obrigatórias, que não estão sendo pagas. Isso vai ter enormes consequências no futuro”, afirmou o candidato do PL.

A resposta de Anderson veio na mesma moeda. Também entrevistado pela Band Vale, o prefeito garantiu na sabatina que o pagamento de todas contas está em dia. “Alguma conta atrasada? Algum fornecedor sem receber? Algum servidor ou funcionário com pagamento atrasado? Não”, enfatizou.
Pelas redes sociais, o prefeito ainda fez um corte do momento em que rebate as falas de Cury e finalizou chamando o adversário para o confronto: “E aí, Cury? Vai provar o que está falando ou vai ganhar o selo de mentiroso?”. Na legenda do post, Anderson também provocou, dizendo que a pior coisa na política é “o cruzamento da inteligência com a falta de ética”.
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Parcelamento de dívidas da Prefeitura
Em dezembro do ano passado, a Prefeitura conseguiu que fosse aprovado na Câmara Municipal um projeto de lei que permite o parcelamento de cerca de R$ 200 milhões em dívidas com o Instituto de Previdência do Servidor Municipal (IPSM). A autoria do texto é do prefeito Anderson Farias.
No projeto, Anderson pedia para que aportes devidos entre dezembro de 2021 e dezembro de 2022, parte deles ainda durante o mandato de Felicio Ramuth (PSD), fossem divididos em 60 prestações mensais, ou seja, ao longo de cinco anos.
Anderson se apoia em um artigo de portaria do Ministério Público do Trabalho (MTP) que dita regras para a aprovação do parcelamento de débitos.
A lei, publicada ainda em dezembro, afirma que as despesas da dívida serão pagas por meio das dotações orçamentárias previstas na lei orçamentária anual aprovada em 2024.
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