A implosão do prédio abandonado há mais de 30 anos no Jardim Aquarius em São José dos Campos foi um sucesso neste domingo (25). A operação ocorreu pontualmente às 10h e durou cerca de 6 segundos.
Foram utilizados 75 kg de explosivos para demolir o edifício localizado na avenida Tubarão. Distribuídos em 500 pontos de detonação, os explosivos derrubaram uma estrutura de 10 mil toneladas de concreto e ferro.

As ruas e avenidas nos arredores foram bloqueadas e os moradores de 12 prédios nas proximidades tiveram que deixar suas casas. O trânsito no entorno foi liberado aproximadamente às 10h30.
Uma equipe multidisciplinar foi montada com agentes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Samu, Forças de Segurança e concessionárias de água, energia e gás.
A demolição foi realizada pela Esdras Construtora, sob a liderança do engenheiro Manoel Jorge Diniz Dias, conhecido como ‘Manezinho da Implosão’. Autorizada pelo Exército, a operação foi liderada por Manezinho, que já esteve à frente de grandes implosões no país, como as do presídio do Carandiru, do presídio da Ilha Grande e do edifício Palace II.
“A avaliação preliminar fica por conta da reação popular. A população colaborou e a Defesa Civil fez um excelente trabalho”, afirmou para a imprensa local. “Eu estava na minha retaguarda com uma equipe muito bem preparada, absolutamente tranquilo todo o tempo”.
De acordo com Manezinho, não foi registrada nenhuma ocorrência. Ele também afirmou que os “tremores” sentidos pela população se deve ao barulho causado pelos explosivos.
“Não é normal [tremer]. Acontece que a percepção das pessoas é causada pelo barulho, tanto que não tremeu. A empresa contratada, a Technoblast, fez toda a avalição e os resultados, mesmo antes de vê-los, se mantiveram abaixo do que determinam as normas. As vibrações aqui provavelmente foram menores do que a passagem de um caminhão ao lado do prédio”, comentou.
Cerca de 10 mil toneladas de resíduos, incluindo concreto, blocos e aço foram gerados. A construtora planeja reaproveitar parte desse material, como concreto e aço. A remoção dos detritos está prevista para ser concluída em um prazo de 30 a 45 dias.
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E nem o frio foi capaz de deixar os moradores do Jardim Aquarius dentro de suas casas. Com termômetros na casa dos 16º C, uma multidão se juntou para ver o prédio ir abaixo. O síndico Galvão Pires e o filho Henrique acordaram cedo para acompanhar o procedimento:
“Desde ontem a gente estava na expectativa. É o primeiro evento deste tipo em São José, então coloquei o despertador para às 8h10 e chegar a tempo. Quando eu comecei a gravar, pensei que fosse levar um baita de um susto, devido a grandiosidade da operação, mas foi bem tranquilo”
Prédio abandonado
A construção de nove pavimentos, incluindo oito andares e um subsolo, permaneceu abandonada por mais de 30 anos após a falência da empresa responsável pelo projeto de um hotel.
O local era alvo frequente de queixas por parte dos moradores devido ao uso por usuários de drogas e ao acúmulo de sujeira, e foi adquirido por uma construtora que planeja erguer um condomínio residencial de luxo no terreno.
A torre terá 33 andares, com um apartamento de 505 m² por pavimento e um duplex de 1.010 m².
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