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    Você está em:Início » Petróleo: 150 anos de desenvolvimento e destruição ambiental
    O mundo em movimento

    Petróleo: 150 anos de desenvolvimento e destruição ambiental

    27 de julho de 2024Updated:27 de julho de 2024Nenhum comentário4 Minutos de Leitura
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    ​O petróleo foi o responsável pela Revolução Industrial, pelo crescimento exponencial da economia, pela expansão do setor de transporte e pela industrialização em escala global. Mas essa formidável evolução trouxe consigo impactos significativos no meio ambiente, provocando poluição do ar, mudanças climáticas devido à liberação de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa na atmosfera, e causando o aquecimento do planeta, o derretimento das calotas polares e suas trágicas consequências.

    ​Tudo isso aconteceu num piscar de olhos. A descoberta do petróleo foi ontem do ponto de vista histórico: o primeiro poço foi perfurado foi em 1959, portanto, há pouco mais de 150 anos! A partir daí, o uso do petróleo foi tão intenso que produziu impactos ambientais espantosos, contaminando o ar, os oceanos, habitats costeiros e destruindo a biodiversidade provocando mudanças climáticas.

    A preocupação com o impacto negativo do petróleo no meio ambiente começou a ganhar destaque principalmente a partir da década de 1960, quando começaram a surgir preocupações em relação aos seus efeitos adversos no meio ambiente.

    Iniciou-se uma conscientização crescente e uma resposta regulatória e política ao impacto negativo do petróleo no meio ambiente, e o setor de transporte – visto como o grande vilão do meio ambiente – tomou as dores e está diversificando rapidamente as fontes de energia para a mobilidade.

    plataforma de petróleo vermelha no meio do mar
    Plataforma de petróleo (Créditos: Grant Durr)

    Claro que essa ação não partiu dos fabricantes, mas de governantes com suas rigorosas legislações, que exigiram o desenvolvimento de tecnologias limpas e adequadas às necessidades de sobrevivência do planeta.

    Com o uso do etanol, o Brasil dá um passo à frente na busca por soluções de transporte menos poluentes. Combinado com a tecnologia elétrica, o combustível de cana-de-açúcar pode ser a melhor alternativa num país de dimensões continentais, onde o carro 100% elétrico não consegue atender o usuário pela ausência de infraestrutura de abastecimento.

    O Brasil, hoje, discute qual é a tecnologia que vai prevalecer no transporte: o motor a combustão ou o elétrico. As montadoras instaladas aqui apostam na combustão, oferecendo o uso do etanol e usando a tecnologia híbrida: o carro com motor a combustão e uma bateria, que ajuda na propulsão e economia o combustível. Já marcas chinesas estão trazendo carros elétricos puros com alta tecnologia, modernos, potentes, com boa autonomia e com preços altamente competitivos.

    Entre o híbrido e o 100% elétrico, surgem os plug-in, modelos com um motor a combustão e outro elétrico que pode ser carregado na tomada, de forma que pode ser usado como elétrico puro, embora com uma autonomia bastante limitada, mas não sofre o problema da dificuldade de abastecimento de energia elétrica, pois pode fazer uso do combustível líquido, álcool ou gasolina.

    O que será o amanhã só o tempo poderá dizer. Hoje, o Brasil vive uma profusão de tecnologias alternativas, que inclusive vão além do etanol e da eletricidade, como o uso do biodiesel e do hidrogênio.

    Parece consenso que não haverá uma simples substituição de uma tecnologia pela outra. A tendência é que elas se complementem e passem a conviver, cada qual buscando seu espaço no mercado. Inclusive porque o petróleo tem vida longa. O próprio Donald Trump, candidato à presidência dos Estados Unidos, prometeu, se eleito, continuar perfurando mais e mais poços. O petróleo ainda é uma riqueza incalculável.

    O Prêmio Mobilidade Limpa (PML), cuja segunda edição foi realizada recentemente em evento em São Paulo, deu uma mostra de que há espaço para todas as alternativas que venham a contribuir para a redução das emissões provocadas pelos veículos automotores.

    O campeão do PML foi o elétrico Dolphin Mini, da chinesa BYD, que registrou um índice de apenas 0,41 megajaules (unidade de medição da energia mecânica ou energia térmica), medida escolhida pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), para definir as emissões de poluentes dos carros vendidos no Brasil.

    byd dolphin mini
    Dolphin Mini (Créditos: Divulgação/BYD)

    Os elétricos ficaram no topo da lista dos carros com as mais baixas emissões, mas alguns híbridos, plug-ins e mesmo modelos a combustão registraram desempenhos muito positivos, no caso dos carros a combustão, graças ao desenvolvimento de motores desse tipo de propulsão.

    Os melhores classificados entre os híbridos foram o Toyota RAV 4 (plug-in), Hyundai Ioniq (híbrido) e o Kia Stonic (híbrido Leve). O Renault Kwid foi o melhor posicionado entre os modelos a combustão.

    toyota rav4
    Toyota RAV 4 ((Créditos: Divulgação/Toyota)
    hyundai ioniq
    Hyundai Ioniq (Créditos: Divulgação/Hyundai)
    kis stonic
    Kia Stonic (Créditos/Kia)

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    Joel Silveira Leite

    Joel Silveira Leite

    Joel Silveira Leite é um dos jornalistas mais admirados da imprensa automotiva no Brasil. Pós graduado em Semiótica e Meio Ambiente, Joel é diretor da agência AutoInforme e responde pelos sites AutoInforme e EcoInforme
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