A Prefeitura de São José dos Campos quer desapropriar 17 imóveis na Vila Guarani, para execução de obras de duplicação da avenida Sebastião Gualberto.
A administração informa que está em tratativas com as famílias, que foi feito levantamento dos moradores pela assistentes sociais e que as propostas serão encaminhadas pelos técnicos do município.

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Os moradores no entanto, estão preocupados e organizam uma manifestação prevista para o fim a tarde desta sexta-feira (26). O portal spriomais entrevistou envolvidos, que preferiram não se identificar.
“Sequer fomos ouvidos acerca das obras e de seus impactos no dia a dia do bairro, tampouco sobre moradia para nós. A prefeitura acha que pagar indenização aos moradores é suficiente, mas não é. Há terrenos com três, quatro famílias e duvido muito que o que desejam pagar seja suficiente para que tenhamos moradia equivalente”, diz a fonte, que possui até a escritura do imóvel.
As máquinas já estão trabalhando ao redor e assustam quem vive por lá. Há dias que, segundo os moradores, o abastecimento de água é intorrompido por conta dos serviços.
“O que queremos da prefeitura é moradia justa, não tratores e retroescavadeiras avançando sobre as nossas casas, causando interrupções em fornecimento de água frequentes, muita poeira e futuros impactos ambientais”, completou.
Outro morador e proprietário de terreno, onde construiu quatro casas nas quais a família está distribuída, conta que em fevereiro recebeu a assistência social.
“Fizeram uma avaliação social, só isso, mais nada. Nunca mais voltou ninguém. Falaram que o engenheiro ia vir de volta, que a prefeitura ia dar uma resposta, não. Agora que a gente teve esse susto, que eles já começaram a obra aqui, tem dia que nós chegamos a ficar quatro dias sem água e sempre está faltando água por causa da obra”, relata.
A situação envolve ainda antigos ferroviários que moram no local que lhes foi cedido há anos pela RFSSA (Rede Ferroviária Federal) e por isso não têm escritura.
É o caso de Antônio Carlos Pedro, que está há 20 anos na casa. Para ele, a prefeitura já fez a proposta: R$ 2,3 mil de auxílio-mudança e R$ 1 mil em parcelas mensais para alugar um imóvel, com possibilidade do benefício se estender por até 36 meses.
“A oferta foi recusada porque o valor é uma lamentável”, diz Ana Caroline Pedro, filha de seu Antônio.
Na notificação enviada, o município informa que em caso de rejeição da oferta, tomaria as medidas judiciais cabíveis.
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