Secretário de Transportes no governo de Carlinhos de Almeida (2013-2017) e crítico do atual modelo de transporte público em São José dos Campos, o pré-candidato a prefeito Wagner Balieiro (PT) defende que é possível a implantação da “tarifa zero” na cidade, uma realidade em mais de 100 municípios brasileiros hoje.
Ao invés da “licitação fracassada” dos ônibus elétricos, em suas palavras, ele afirma que o dinheiro destinado ao transporte público deveria ser investido em bancar novos ônibus convencionais e isentar os moradores do pagamento da passagem. “É o mesmo valor”, defende o ex-vereador, que fez contas em entrevista ao podcast talkmais.
“Hoje o sistema de transporte coletivo arrecada R$ 15 milhões por mês. A Prefeitura está colocando um edital na rua que custa R$ 30 milhões por mês, só o aluguel dos ônibus [elétricos]. Se manter esse valor, a população vai pagar R$ 15 milhões e os outros R$ 15 milhões quem pagaria é a Prefeitura. Se a Prefeitura vai pôr R$ 15 milhões e o atual custa o mesmo valor, eu dou a tarifa zero”, disse.

Tarifa zero em SJC teria impacto ambiental, defende ex-vereador
“Alternativa verde”, inclusive apoiada pelo governo federal, que anunciou há cerca de um mês destinar mais de R$ 10 bilhões aos municípios (entre eles São José) para compra de ônibus sustentáveis, os ônibus elétricos obviamente são menos poluentes que os alimentados por combustíveis derivados do petróleo. Sem eles na frota, Balieiro aposta que tarifa zero ajudaria a diminuir o número de veículos nas ruas, o que iria gerar um menor impacto ambiental.
“Trabalhando a ideia da diminuição da poluição com a diminuição de carros. Porque lógico que o ônibus elétrico é menos poluente. Só que é uma tecnologia nova, não tem clareza de como ela vai funcionar num transporte de massa em uma cidade com o tamanho de São José”, pontuou.
“Você tem que tomar cuidado com a recarga do período todo de viagem. Tem que ter ônibus reserva, para, enquanto carrega um, o outro estar trabalhando. Não é uma coisa tão simples assim. Você tem horários entre picos, não pode ter 500 pontos de carregamento. Para fazer isso, você deve ter uma frota maior. Isso tudo deveria ser apresentado antes de colocar um edital na rua, e não se apresenta”, completou.
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Ele ainda afirma que, neste modelo idealizado, quem operaria o sistema seria a própria Prefeitura, “para diminuir impostos”.
“Você locando pela Urbam, tem mais impostos, por se tratar de uma Sociedade de Economia Mista. Por mais que seja pertencente à Prefeitura, ela tem mais impostos, paga mais encargos do que você locar diretamente pela Prefeitura. Isso já é feito na cidade.
Confira a entrevista completa com Wagner Balieiro
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