Já escrevi isso e vou repetir, para evitar choradeira: treino é treino, jogo é jogo.
O que isso tem a ver com política?
É simples: pesquisas de intenção de voto feitas meses e meses antes das eleição são apenas isso: treinos, simulações antes do embate real, marcado para começar no dia 16 de agosto. Até lá, as pesquisas são fotografias do momento, que podem ser confirmadas ou não pelas urnas. Não custa lembrar que, em 2016, o prefeito Carlinhos Almeida (PT) liderava as pesquisas espontâneas de intenção de voto meses antes das eleições e, na hora H, acabou perdendo de 7 a 1.
Dito isso, fico cada vez mais intrigado com um dado que surgiu no levantamento Band/Paraná e foi confirmado pelos números da pesquisa OVALE/Ágile: o prefeito Anderson Farias (PSD) tem uma administração muito bem avaliada (acima de 70%), mas não empolga como candidato, ficando atrás (bem atrás) de Eduardo Cury (PL), líder isolado nos dois levantamentos.
Em entrevista ao portal spriomais, dias atrás, Anderson creditou isso à distância das eleições. “O eleitor ainda não está pensando nisso”, disse. Será? Em parte sim, as eleições estão longe e o cidadão comum tem outras coisas para pensar. Mas é isso? Ou será que Anderson ainda não é reconhecido pelo cidadão como a “cara” (ou o “cara”) do governo que ele, cidadão, aprova?
Essa é a análise, por exemplo, do prefeito de Jacareí, Izaías Santana (PDSB), um observador sempre atento da política joseense. Segundo ele, o “modelo de gestão” aprovado pelo eleitor de São José dos Campos é creditado mais a Emanuel Fernandes (PSDB), Eduardo Cury e Felício Ramuth (PSD), nomes do “top 5” da política local, do que a Anderson. “São José tem três prefeitos que fizeram a diferença na política recente e um deles (Cury) estará nas urnas. É ele que vai herdar a aprovação do governo”, disse no podcast talkmais. Será?
A resposta virá apenas nas urnas de outubro e vai traçar quem vencerá no embate entre criador e criatura. Isto é, entre Emanuel/Cury e Felício/Anderson. Enquanto isso, Cury joga parado para evitar desgastes desnecessários e Doutor Élton (União Brasil) trabalha para ganhar musculatura política.
Vai ser uma eleição interessante de acompanhar e importante para o destino da cidade. It’s only rock’n’roll, but I like it.

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