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    Depois da tempestade, vem a leptospirose!

    27 de maio de 2024Nenhum comentário2 Minutos de Leitura
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    A doença da urina do rato! Assim é mais conhecida a Leptospirose, causada pela bactéria leptospira, encontrada nos rins de roedores silvestres e domésticos. Depois das tempestades e enchentes, surge esse perigo, principalmente para humanos e cães: uma infecção capaz de levar a grave insuficiência renal e ao óbito.

    No fim de semana (25/05 e 26/05), havia 800 casos suspeitos de leptospirose em humanos no Rio Grande do Sul, com quatro óbitos confirmados, e número ainda indefinido em cães.

    Essa zoonose é reemergente em humanos e cães em todo o mundo.

    Rato na água, uma referência à leptospirose
    Rato na água (Créditos: Pexels)

    A doença foi descrita há mais de um século na Alemanha pelo cientista Adolfo Weil, conforme o artigo “Leptospirose”, do Tratado de Medicina Interna de Cães e Gatos (Jericó, Neto e Kogika, 2015). A infecção em humanos e em cães ocorre pelo contato com a água contaminada ou pela ingestão de água e alimentos.

    Nos roedores, a presença da bactéria nos rins é assintomática, mas esses animais excretam a leptospira na urina. A bactéria sobrevive bem em meio ambiente úmido, córregos, lagos e estábulos com excesso de umidade.

    Nos gatos, a doença é raríssima. Os felinos domésticos têm uma resistência à leptospira, provavelmente pela seleção natural dos mais adaptados já que o gato é caçador (e come) ratos! Há um sorogrupo que é capaz de infectá-los, mas eles não desenvolvem as formas graves da doença. Os estudos científicos são poucos.

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    Para os cães, a boa notícia são as vacinas de qualidade. As vacinas estão disponíveis em todo o Brasil, devem ser aplicadas anualmente, e estão dentro da chamada vacina V10 (contra dez doenças), obrigatória para os caninos.

    Nos abrigos de pets no Rio Grande do Sul, dentro do possível, a vacinação, após um exame clínico, poderá contribuir para conter os casos de leptospirose no estado. Um cão infectado, doente, mas sem diagnóstico definido, pode transmitir a doença aos humanos pela urina.

    Por isso, considerando a proteção da família humana e do cão, é fundamental os tutores vacinarem seus animais todos os anos contra a leptospirose.

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    Ricardo Osman

    Ricardo Osman

    Nascido no Rio de Janeiro, Ricardo é formado em Comunicação Social pela UFRJ e em Medicina Veterinária pela FMU, em São Paulo. Autor de livro sobre uma vira-lata (Estrela e o Quarteto Mágico), também mestre em Saúde e Bem-Estar Animal.
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