Lendo a coluna da chefe Renata Porto descobri que política é igual a hambúrguer: a diferença entre o “podrão” e o lanche top está nos ingredientes e no cuidado do preparo.
Tem gosto para tudo.
Tem gente que adora um “podrão” caprichado, com hamburgão, muito catchup, mostarda, maionese escorrendo, batata palha, até ervilha e milho verde; tem gente que só fica feliz com um sanduíche gourmet ou um artesanal, feito com blend de carnes escolhidas e toques de alta gastronomia. Além dos ingredientes e do refino no preparo, outra diferença significativa está no preço. Dá para comprar um “podrão” caprichado, com batata frita e refrigerante, por menos de R$ 30. Um lanche mais sofisticado sai bem mais caro. Cá entre nós, em se tratando de lanche, eu gosto dos dois, cada um tem sua hora ideal.

Em política, embora haja a “lei do hambúrguer”, descobri, lendo a coluna +Gastronomia, minha vizinha de portal, que os ingredientes e o cuidado no preparo são outros 500.
São José dos Campos está com bons ingredientes na despensa quando se fala sobre “prefeituráveis”, de Anderson Farias (PSD) a Eduardo Cury (PL), do Doutor Élton (União Brasil) a Vágner Balieiro (PT), para falar apenas dos principais. Que receita vai sair disso tudo, aí é outra história. Talvez nem o livro da “Dona Benta”, bê-a-bá da culinária brasileira, tenha essa resposta ainda.
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A la carte
Depois da fase nervosa da “janela partidária”, a política entrou agora na fase da negociação. É nela que o grupo de Felício Ramuth e de Anderson se escora para afastar o “fantasma” da candidatura de Eduardo Cury, favorito nas pesquisas não-oficiais e trackings. Há espaço para acordo, acreditam os ex-tucanos. Não há, dizem os que ficaram no ninho. Quem tem razão?
Mas, não se deixe enganar, essa negociação passa longe daqui.
Ela se dá no “andar de cima”, entre os “chefes” Gilberto Kassab (PSD), Valdemar da Costa Neto (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre outros. Aliás, esse é um ponto interessante: nunca antes, na história recente, uma eleição municipal de São José dos Campos esteve tão atrelada a vontades estranhas à cidade. Até que ponto isso é bom?
É um caso a se pensar. Até lá, não compre gato por lebre e escolha bem seu “sanduba”. Eu, depois de tanto escrever sobre comida, já escolhi o meu.
Segue o baile.
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