Na discussão entre carro elétrico e carro a combustão, pode ser que a balança não penda nem pra um lado, nem pro outro. Fique no meio, ou seja: no carro híbrido. Hoje, o mercado está dividido: algumas montadoras se alinham aos chineses, que investem pesado no elétrico puro e outras, as mais tradicionais, querem que prevaleça o carro a combustão, que pode ser auxiliado com um motor elétrico transformando-o em híbrido.

Essa alterativa é a aposta da Stellantis, por exemplo, que mantém no Brasil inúmeras fábricas das marcas Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e outras. A tecnologia híbrida (um motor a combustão e outro elétrico) é também a aposta da Anfavea, pois uma mudança radical de tecnologia (da combustão para a eletrificação pura) demandaria um investimento gigantesco. O argumento é que o uso do etanol num carro elétrico proporciona uma redução de emissões comparável à de um carro elétrico na Europa, que alimentado com energia proveniente do carvão, portanto suja, ao contrário do Brasil, cuja energia elétrica provém de fontes limpas, como a hidroelétrica, eólica e solar.
Existem pelo menos três tipos de híbrido, todos com um motor a combustão e outro elétrico. O híbrido leve, conhecido pela sigla MHEV, o híbrido completo, o HEV e o Plug-in, este bem diferente, pois o motor elétrico pode ser carregado na tomada e o carro funciona como um elétrico puro, em condições limitadas, normalmente com uma autonomia de no máximo 100 km.
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Como a maioria dos usuários não roda mais do que 100 km por dia na cidade, o Plug-in está sendo visto como a melhor alternativa: por um lado, ele atende o consumidor que roda pouco durante a semana e por outro, ganha uma enorme autonomia nas viagens, porque após usar toda a energia da bateria, ele ainda tem um tanque cheio de gasolina ou álcool para enfrentar a estrada, livrando-se do problema, ainda grave, de abastecimento de eletrificada nos postos de recarregamento, já que o Brasil ainda não conta com uma estrutura que permite o dono do elétrico puro rodar por aí sem um mínimo de planejamento.
Assim, o Plug-in pode ser uma boa alternativa no atual estágio de estrutura da mobilidade elétrica. (A propósito, a BYD acabou de anunciar o lançamento mundial de sua picape Plug-in. Veja aqui.)
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