O Governo do Estado de São Paulo decretou estado de emergência para a dengue nesta terça-feira (5). A medida foi tomada após recomendação do COE (Centro de Operações de Emergências), uma vez que o Estado atingiu 300 casos confirmados da doença por 100 mil habitantes ontem (4). O decreto permitirá que Estado e municípios implementem ações com maior agilidade e possa receber recursos adicionais do Governo Federal. Assim, cada município, a partir da análise de seu cenário epidemiológico, poderá utilizar a medida estadual para decretar emergência em âmbito local.
“O decreto é mais uma iniciativa do Estado dentro de um planejamento de ações, iniciado no ano passado, para assegurar a assistência aos municípios”, afirmou em nota Priscilla Perdicaris, secretária da pasta da Saúde em exercício.
Segundo portaria do Governo Federal, os incrementos financeiros para emergências deverão ser enviados ao Estado, a partir de agora, para investimento em vigilância em saúde, atenção primária e atenção especializada. Em São Paulo, os recursos serão destinados, prioritariamente, para aquisição de máquinas de nebulização e insumos, contratação de pessoas e ampliação da capacidade da rede.
“O monitoramento realizado pelo Estado, desde o ano passado, apontava aumento expressivo no número de casos e a antecipação dos registros em cerca de dois meses. Esse trabalho permitiu que uma série de ações fosse tomada, evitando cenários mais críticos como os enfrentados pelos estados vizinhos”, ressaltou Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan, durante reunião do COE.,

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Segundo Regiane de Paula, coordenadora em saúde da CCD (Coordenadoria de Controle de Doenças), foi apresentado o Plano de Ação à Emergência em Saúde Pública, que aborda uma sequência de ações diferenciadas e construídas a partir da experiência no enfrentamento das transmissões anuais de dengue. “O plano foi construído de maneira técnica e seguindo critérios epidemiológicos, sempre se baseando na ciência. Ele nos norteará em ações dos principais eixos envolvidos no controle das arboviroses: vigilâncias epidemiológica, laboratorial e sanitária, controle vetorial, a assistência à saúde, educação/comunicação e mobilização social, para os diversos cenários de transmissão, tanto municipal, quanto regional e estadual”.
Para priorizar a transferência de pacientes na rede estadual, que necessitem de leitos de alta complexidade, a Secretaria de Estado atualizou a orientação para a Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde), para que todos os pacientes suspeitos para dengue tenham prioridade.
Dados atualizados até 4 de março mostram que 131 municípios do Estado registraram mais de 300 casos por 100 mil habitantes. Ao todo, 22 municípios paulistas decretaram emergência.
Dengue no Vale do Paraíba
De acordo o painel de monitoramento da dengue, atualizada pelo Governo de São Paulo, de janeiro a março deste ano, os Centros de Vigilância Epidemiológica das regiões de Caraguatatuba, São José dos Campos e Taubaté receberam mais de 52 mil notificações da doença. Até o momento, 22 mil positivos e 5 óbitos confirmados.
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