Guaratinguetá está debaixo d’água após a chuva torrencial que caiu nesta quarta-feira (21).
O fenômemo climático é comum, pode ser previsto mas não contido pelos homens. De acordo com a prefeitura, choveu 146 milímetros somente nos últimos três dias e isso equivale a 75% do esperado para todo o mês.
Moradores do bairro Tamandaré relatam que o nível de água alagada sobe cada vez mais e já fez com que muitos perdessem seus pertences e deixassem suas casas.
A população desconfia mesmo é que o fato do bairro ser próximo á barragem dos Mottas, é que causou e tem intensificado o alagamento.
“A gente fica na incerteza. Isso é um problema que já afeta o nosso bairro há muito tempo. A gente cobra dos órgãos responsáveis. Eles falam que estão monitorando, eles falam que estão vendo. E todo ano a gente passa por isso. Teve um morador que foi até a barragem no dia de ontem (21) e ela estava no nível máximo“, disse a moradora Natália Guedes.

Ela afirma que desde janeiro a vizinhança tem cobrado por providências para que a barragem, que fica na divisa de Guaratinguetá e Aparecida, seja monitorada pois não há manutenção ou segurança no local.
“Apesar de ser responsabilidade de Aparecida, quando ela transbordar ou se Deus me livre e guarde ela se romper, vai afetar somente Guaratinguetá”, completa a mulher que mora no bairro há 29 anos, desde que nasceu.
Até o momento, cerca de 25 famílias estão desalojadas.
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Procurada pela reportagem do portal SP RIO+, a Prefeitura de Aparecida informa que uma equipe do Departamento de Serviços Municipais vistoriou a barragem dos Mottas na manhã desta quinta-feira (22), constatando que por conta das chuvas, o nível de água está acima do normal.
A administração aifmra que a Defesa Civil estadual e de Aparecida, ainda vão retornar ao local para uma análise técnica específica a fim de identificar quais os procedimentos a serem seguidos e os riscos a partir de agora.
Já a Prefeitura de Guaratinguetá, afirma que está em contato com o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) e técnicos do Governo do estado de São Paulo para análise e monitoramento.
A redação também entrou em contato com o Governo de SP e aguarda retorno.
Além do Tamandaré, outros bairros como Vila Sapo, Engenho D’água e Manoel Carioca foram afetados. Na zona rural, queda de barreiras foram registradas nas seguintes estradas: Lemes, Areião, Rio das Pedras, Morro Frio e Quinzinho.
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