A doação de órgãos de um paciente de São José dos Campos pode salvar a vida de até sete pessoas de acordo com o Hospital Regional (HRSJC) do município.
A equipe do hospital realizou a captação dos órgãos nesta segunda-feira (19) e o tranporte foi feito do Helicóptero Águia, da Polícia Militar, o que garante mais rapidez e segurança aos órgãos doados, com apoio de Bombeiros da unidade.

Essa foi a primeira grande captação de órgãos do ano na qual um único doador, vítima de um aneurisma cerebral, ofertou o coração, dois pulmões, fígado, dois rins e duas córneas.
O paciente apresentou a suspeita de morte encefálica, e após realizar todos os testes, foi constatado o óbito. Em sequência, a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) acolheu a família do doador, que aceitou a doação de órgãos para salvar vidas.
O HRSJC faz parte da Central Estadual de Transplantes desde 2019 e já captou oito corações, 12 pulmões, 28 fígados, 4 pâncreas, 58 rins e 388 córneas.
Em 2023, o estado de São Paulo realizou o maior número de transplantes dos últimos seis anos. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, foram mais de 7,2 mil transplantes e redução de 6,5% nas recusas familiares para doação de órgãos.
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Doação de órgãos no Brasil
A doação de órgãos no Brasil é realizada através SUS (Sistema Único de Saúde), que tem o maior programa público de transplante do mundo, no qual cerca de 87% dos transplantes de órgãos são feitos com recursos públicos, permitindo que cada vez mais pessoas tenham uma vida melhor.
No país, a doação de órgãos só pode ser realizada após a autorização familiar. Há dois tipos de doador: o primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só serão doadores com autorização judicial.
O segundo tipo é o doador falecido. São pacientes com diagnóstico de morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).