A Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) expulsou quatro alunos e suspendeu outros cinco por terem participação em um trote violento em Guaratinguetá, que acarretou na internação e coma de uma universitária.
A informação foi divulgada pela Faculdade de Engenharia e Ciências da Unesp da cidade nesta semana. A decisão também foi publicada no Diário Oficial estadual em dezembro.
O trote teria sido executado pelos universitários no mês de julho em duas repúblicas, tendo se iniciado em uma e terminado em outra, onde a vítima foi obrigada a ingerir bebida alcóolica até perder a consciência e ser encaminhada ao hospital.

A jovem, de 21 anos, chegou a entrar em coma e ser internada na UTI devido a complicações de saúde após o trote.
A vítima é Fernanda Pereira Gimenez, estudante de engenharia civil. Na época do ocorrido, ela morava em uma república e precisou se mudar para outra, onde foi estabelecido que deveria cumprir tarefas como se fosse novata.
Em caso de descumprimento das obrigações, um trote deveria ser pago e foi o que aconteceu. No entanto, Fernanda acabou tendo de pagar com a saúde pois algo considerado por universitários como uma brincadeira, acarretou em sua internação.
No hospital, ela chegou a ficar sem sinais vitais e precisou ter líquido retirado do pulmão devido a entrada de substâncias estranhas no órgão, pois tentava vomitar e não conseguia.
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Apesar do susto, a jovem não teve complicações maiores e ficou internada durante o período de cinco dias. Após isso, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil.
A Unesp abriu um processo disciplinar devido ao trote violento praticado pelos universitários. A diligência foi finalizada pela universidade com a expulsão de quatro alunos, suspensão de 120 dias de outros quatro e de 45 dias contra um sexto estudante.
A faculdade informa ainda que serão criadas campanhas permanentes de conscientização e combate ao trote. Será criado também um memorial de vítimas do trote, ações essas que devem ficar à cargo da Comissão Local de Direitos Humanos.
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