A dermatologista veterinária Mariana Tenório, relata ter sido vítima de uma tentativa de “golpe do cheiro” por um motorista de transporte por aplicativo da Uber em SJC.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Mariana contou detalhes do ocorrido desta segunda-feira (18). Ela acionou o transporte no bairro Vila Ema, para realização de um trajeto de cerca de sete minutos entre sua casa e a clínica onde trabalha.

Durante a viagem, o motorista teria questionado se a passageira já havia comprado presentes para o Natal e começou a oferecer diversas velas aromáticas, além de espirrar um spray aromatizador no carro, o que acabou causando reações adversas em Mariana.
“Depois que cheirei a vela e o aromatizador, em dois minutos comecei a me sentir muito grogue e com muito sono, senti meu braço e minha perna adormecer. Comecei a ver que eu estava apagando e eu já sabia dessa história do spray, então eu entro nesses transportes por aplicativo e já abro o vidro”, contou.
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Devido ao mal estar, Mariana decidiu parar a viagem no meio do caminho, em uma igreja na qual poderia encontrar socorro. “Ele parou e eu comecei a tentar abrir a porta. O pino já estava de um jeito travado, sorte que o vidro estava aberto e eu coloquei minha mão por fora para abrir a porta mas não consegui. Comecei a empurrar a porta muito forte e na frente da igreja ,acho que ele deve ter ficado meio assustado porque alguém me ouvia batendo, então abriu”. Logo em seguida a mulher entrou na igreja, lavou as mãos, o rosto e tomou muita água, conseguindo se recuperar.
Após o ocorrido, a jovem suspeita que os produtos oferecidos continham clorofórmio, substância com capacidade para sedação em até 15 minutos.
Um boletim de ocorrência foi registrado. A identidade do motorista, que seria da empresa de transporte por aplicativo Uber, não foi divulgada.
Uber comenta caso
Por meio de nota, a Uber comentou que todos os casos do “golpe do cheiro” denunciados e investigados pela polícia foram arquivados por não haver a identificação de elementos que comprovem o uso de substâncias com o propósito de dopagem.
Além disso, o serviço de transporte por aplicativo afirma que também participou de mesa de discussão sobre o tema com especialistas. Leia o comunicado na íntegra:
Até onde temos conhecimento, todas as denúncias sobre o chamado “golpe do cheiro” relativas a viagens no aplicativo da Uber que já tiveram a investigação concluída pela Polícia Civil, foram arquivadas, já que, de acordo com as investigações, não houve a identificação de elementos que comprovem o uso de quaisquer substâncias com o propósito de dopagem ou com o indiciamento do suposto motorista agressor.
A Uber inclusive participou de uma mesa de discussão sobre o tema com especialistas, debatendo o aumento da sensação de insegurança das mulheres criada pela reverberação de denúncias, muitas surgidas nas redes sociais e até repercutidas pela imprensa sem o acompanhamento sobre a condução dos inquéritos e a ausência de elementos de prática de crime.
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