O Programa de Demissão Voltuntária (PDV) da General Motors foi aderido por mais de 1,1 mil funcionários nas fábricas de São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes. O prazo de adesão terminou na última terça (12).
Segundo divulgado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, o número de pessoas que consentiram com o programa em São José foi abaixo do esperado. Ao todo, foram 630 adesões, mas a meta era de 830.

Já nas outras plantas da montadora, as adesões cumpriram as expectativas. Em São Caetano do Sul foram 410 de 290 e em Mogi das Cruzes, 135 de 95. O acordo do PDV foi firmado por 1.175 trabalhadores.
O portal SP RIO+ entrou em contato com o Sindicato dos Metalúrgicos, mas até o momento da publicação desta matéria não obteve uma resposta.
Proposta de PDV da GM
A proposta do Programa de Demissão Voluntária (PDV) foi enviada para os funcionários da GM (General Motors) no dia 1º de dezembro.
O PDV surgiu após as negociações entre a empresa e o sindicato, sendo uma alternativa para as demissões que foram realizadas no mês de outubro pela GM e canceladas pela Justiça.
Os funcionários que aderiram ao programa vão ter os seguintes benefícios:
- Para trabalhadores que tenham de um a seis anos de fábrica: seis meses de salário, adicional de R$ 15 mil e plano médico por três meses ou R$ 6 mil;
- Para trabalhadores que tenham sete anos ou mais de fábrica: cinco meses de salário, um carro Onix Hatch LS ou R$ 85 mil e plano médico por seis meses ou R$ 12 mil;
- O período de adesão é de 5 a 12 de dezembro. Para cada adesão de trabalhador que esteja ativo na fábrica haverá retorno de outro trabalhador que esteja em licença remunerada.
Os metalúrgicos que recusarem o PDV terão estabilidade nos empregos garantida pela GM até 3 de maio de 2024.
Em relação aos dias parados durante a greve, a proposta prevê a compensação de 50% até 30 de junho de 2024, de acordo com a necessidade de produção.
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