A PGE (Procuradoria Geral do Estado) de São Paulo protocolou uma ação na Justiça, para remoção das casas em área de risco no bairro Vila Sahy em São Sebastião. A região foi a mais afetada na tragédia que aconteceu no mês de fevereiro, após a forte chuva que atingiu o Litoral Norte.
De acordo com órgão, o governo do estado realizou estudos de geologia do solo e de risco na área, que apresenta pontos preocupantes.
O mapeamento apontou a necessidade de remover residências que podem ser atingidas em caso de novos deslizamentos no local. Segundo a gestão estadual, a remoção é essencial para a urbanização da Vila Sahy.

Os moradores no entanto, manifestam indignição. Neste domingo (3), aconteceu uma a passeata da Associação de Moradores da Vila Sahy (AMOVILA). “A população da Vila Sahy clama contra a truculência do Governo Estadual, a ausência do Governo Municipal e a falta de comunicação efetiva. A falta de informações precisas sobre as obras em andamento e a omissão sobre a real situação geram revolta na comunidade, que anseia por transparência e participação nas decisões“, diz uma nota publicada nas redes sociais sobre o assunto.
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Segundo a associação, mais de 890 casas estão previstas para demolição e a comunidade irá lutar para permanecer em seus lares.
As famílias desconfiam da segurança na área proposta para realocação, que fica no bairro Baleia Verde e durante a fase obras apresentou alagamentos. Os moradores afirmam ainda que desejam participar das decisões sobre a área.
O estado informa que o tema já foi abordado com a comunidade em reuniões que ocorreram ao longo dos últimos meses e que também está mencionado em cartilhas distribuídas aos moradores os fatores de risco e as ações que estão sendo desenvolvidas. Além disso, a gestão informa que novas reuniões acontecerão à medida que novas ações sejam realizadas no local.
Procurada pela reportagem do portal SP RIO+, a prefeitura de São Sebastião ainda não se manifestou sobre o assunto.
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