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    Destaque

    Voo livre em SJC e região: onde praticar esportes radicais aéreos?

    25 de novembro de 2023Updated:27 de novembro de 2023Nenhum comentário8 Minutos de Leitura
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    Você tem vontade de praticar voo livre em SJC e região? Se você ama voar e é adepto dos esportes radicais aéreos, vai gostar de saber que no Vale do Paraíba e Litoral Norte existem locais incríveis para se aventurar em modalidades como asa delta e parapente (também chamado de paraglider).

    Segundo Yan Miragaia, instrutor de parapente e proprietário da CAT Ecoturismo, de São Francisco Xavier, nossa região tem vários diferenciais para a prática do voo livre.

    “Como estamos localizados na cordilheira da Serra da Mantiqueira, acabamos tendo um voo mais técnico e de bastante altitude, diferentemente do que acontece nos voos dos sertões e litoral, em que a gente permanece em altitudes mais baixas”, explica Yan.

    Pessoas com paraquedas pronto para voar, em São Francisco Xavier
    Voo em São Francisco Xavier da CAT Ecoturismo (Foto: Reprodução/Facebook)

    Além das ótimas condições técnicas e dos vários pontos de decolagem, o Vale do Paraíba também se destaca pela natureza exuberante e preservada e pelas belas montanhas e paisagens, que garantem voos bastante contemplativos.

    “Estamos em uma região montanhosa, com uma cordilheira de 2 mil metros, então a gente trabalha com voos em grandes altitudes, e chega a atingir quase 3 mil metros voando de parapente. Isso é um diferencial e os pilotos mais experientes conseguem desfrutar melhor disso”, destaca Yan.

    Se você tem interesse em saber mais sobre a prática do voo livre em SJC e região, confira nesta matéria algumas informações importantes sobre as modalidades e veja a nossa seleção dos locais que proporcionam as melhores experiências aerodesportivas no Vale e Litoral Norte!

    O que é voo livre?

    Segundo a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), o voo livre é uma atividade esportiva radical e de alto risco, realizada de acordo com as condições geográficas e meteorológicas de uma região.

    Não é obrigatório ter uma habilitação especial para praticar esse tipo de esporte. No entanto, a agência recomenda que os praticantes busquem associações aerodesportivas para receber instruções e treinamento, aprender sobre boas práticas e segurança e se habilitar, com o objetivo de reduzir as chances de acidentes.

    Hoje, existem duas formas de praticar voo livre: fazendo um curso de formação de piloto ou por meio dos serviços de voo duplo, oferecidos por empresas especializadas e que exploram comercialmente esse tipo de atividade.

    Em São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos, há duas rampas de decolagem para voos livres. Contudo, não existem empresas que ofereçam comercialmente as modalidades, como explica Yan Miragaia.

    “No geral, a prática de parapente em São Francisco é exercida por pilotos já formados. Nós não trabalhamos com voo duplo. Estamos em uma região de montanha, onde as condições climáticas mudam muito. Por isso, não é durante todo o ano que temos boas condições para a prática”, comenta.

    Curso de parapente em São Francisco Xavier

    Mesmo não oferecendo o voo duplo recreativo como atração turística, São Francisco Xavier é uma das melhores regiões do Vale do Paraíba para aprender a voar e fazer curso de parapente, justamente por causa da presença de muitos morros que garantem várias possibilidades de treino, decolagem e pouso, começando com alturas mais baixas.

    Segundo Yan Miragaia, para fazer um curso de parapente não é preciso ter conhecimento prévio.

    “O curso é feito de forma prática e teórica, e trabalhamos conforme a evolução do aluno. Os primeiros contatos com os equipamentos e com o esporte são promovidos por um instrutor, e os alunos aprendem sobre controles e dinâmica de voo”, explica.

    Ao iniciar o curso de parapente, o aluno utiliza o equipamento da escola. Contudo, ao se aproximar da conclusão do treinamento e da formatura, quando o aluno já está apto a voar de forma independente, é necessário adquirir um equipamento próprio de voo livre, já que existem especificações certas que variam de acordo com a altura e peso de cada piloto.

    A CAT Ecoturismo oferece o curso de parapente em São Francisco Xavier. Normalmente, as primeiras aulas são realizadas no Parque Municipal do Distrito, mas existem outros locais na região que também podem ser usados nos treinos, como, por exemplo, cidades como Monteiro Lobato, São Bento do Sapucaí e Santo Antônio do Pinhal.

    Para obter mais informações sobre o curso, basta entrar em contato com a equipe da CAT Ecoturismo pelo telefone (12) 99741-9017 ou pelo Instagram @catecoturismo.

    Principais modalidades de voo livre

    Basicamente, o voo livre é todo esporte praticado com equipamentos não motorizados. Neste segmento aerodesportivo, os pilotos utilizam as características climáticas e os contrastes de temperatura do vento para voar.

    As principais modalidades são:

    • Asa Delta (planador que chega a 100 km/h);
    • Paraglider ou Parapente (usa uma estrutura flexível, semelhante à do paraquedas e chega a 70 km/h).

    Requisitos para a prática e operação de voo livre

    A ANAC indica os requisitos para a operação e prática de voo livre no Brasil. Lembrando que a exploração comercial desses esportes precisa de autorização da agência.

    Além disso, para garantir a segurança das modalidades, é imprescindível buscar associações de voo livre credenciadas e com instrutores experientes.

    De acordo com a agência, é importante que os praticantes de esportes aéreos façam o cadastro dos equipamentos utilizados nas modalidades, conforme está previsto no Regulamento Brasileiro da Aviação Civil Nº 103.

    Adicionalmente, os adeptos do voo livre também precisam ter uma identificação junto à uma associação aerodesportiva e um atestado de capacidade.

    As modalidades só podem ser praticadas em espaços aéreos autorizados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

    Leia mais: Acesso à Ubatuba pela Tamoios será entregue em dezembro deste ano

    É fundamental seguir todas as regras operacionais estabelecidas, a fim de evitar riscos às pessoas e ao sistema de aviação civil.

    8 lugares para praticar voo livre em SJC e região

    1. Hike and Fly Pedra da Onça – São Francisco Xavier

    A experiência de hike and fly (trilha e voo) é uma das mais buscadas pelos pilotos em São Francisco Xavier.

    A decolagem acontece na Pedra da Onça, que possui 1236 metros de altitude, com uma vista privilegiada da Mata Atlântica.

    Para chegar ao pico, é necessário seguir pela Trilha São Jorge, em um percurso de 4,5 km. A subida da serra é marcada por uma inclinação constante e demora cerca de 2 horas e meia, partindo da Fazenda Monte Verde.

    Ao chegar à pedra, os pilotos encontram uma rampa de decolagem gramada. O voo a partir desse ponto é bastante técnico.

    1. Trilha do UHF – São Francisco Xavier
    Yan Miragaia, da CAT Ecoturismo, durante voo livre em SJC, da Rampa do UHF
    Yan Miragaia, da CAT Ecoturismo, voando da Rampa do UHF. (Foto: Reprodução/Facebook)

    A Trilha do UHF também é um caminho bastante conhecido pelos praticantes de voo livre. O percurso tem 12 km (ida e volta) e, ao chegar ao alto da serra, é possível ter uma vista panorâmica. A rampa do UHF é usada, principalmente, para a prática de parapente.

    1. Pico Agudo – Santo Antônio do Pinhal
    voo livre em Santo Antônio do Pinhal
    Voo livre em Santo Antônio do Pinhal (Foto: Divulgação/Pico Agudo Sports)

    O Pico Agudo tem 1703 metros de altitude e compõe a cadeia de montanhas da Serra da Mantiqueira. O cume é ideal para a prática de voo livre e para ter uma visão panorâmica da região.

    No local, é possível fazer o curso de parapente e o voo duplo, que tem duração média de 20 minutos. Algumas empresas, como a Pico Agudo Sports, oferecem transporte até a rampa, fotos, seguro e filmagem.

    1. Pico dos Marins – Piquete

    O Pico dos Marins, em Piquete, é outra região apreciada pelos praticantes de voo livre. A subida é considerada severa.

    A recomendação dos mais experientes é reservar dois dias para a prática: o primeiro para chegar ao acampamento e o segundo para subir até o cume da montanha e voar (a trilha até o cume leva de 3 a 5 horas).

    1. Pedra do Baú – São Bento do Sapucaí

    A rampa da Pedra do Baú está localizada a 1810 metros de altitude. O acesso pode ser feito pela estrada Paiol Grande.

    De acordo com especialistas, a melhor época para fazer voo livre na região é entre junho e dezembro. O Clube Pedra do Baú de Voo Livre (CPBVL) é responsável pelo local.

    1. Estação Bocaina – São José do Barreiro

    A rampa de voo livre da Bocaina está a 1850 metros de altitude. O local é ideal para a realização de 4 a 5 decolagens simultâneas.

    As melhores térmicas da região são registradas entre setembro e dezembro. O visual é deslumbrante.

    1. Rampa do Pietro – Silveiras

    A rampa do Pietro, em Silveiras, é ideal para a prática de parapente e asa delta. O local tem 1576 metros de altitude, possui área de decolagem natural e fácil acesso, pelo Bairro dos Macacos.

    1. Rampa de Boiçucanga – São Sebastião

    A rampa de Boiçucanga, em São Sebastião, no Litoral Norte, tem 100 metros de altitude. O local possui acesso pela estrada Rio-Santos, entre as praias de Camburi e Boiçucanga. A trilha tem duração de 10 minutos.

    A decolagem acontece em rampa natural e o pouso se dá na Praia de Boiçucanga. É possível voar durante o ano todo e apreciar um visual incrível.

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