Para a família de Fox, Spitz Alemão brutalmente atacado pelo Bull Terrier de um vizinho, desistir não é uma opção. Mesmo após três cirurgias, transferência para uma UTI especializada e exames que não apontam para uma evolução consistente no quadro de saúde do cãozinho, que resiste bravamente.
Em uma live no perfil do pequeno guerreiro na manhã deste domingo (22), Sofia Albuquerque, uma das tutoras de Fox, garantiu que a eutanásia não é considerada pela família.
O procedimento de encerrar a vida de um animal de maneira humanitária e indolor geralmente é adotado por compaixão em casos de doenças graves, sem tratamento, ferimentos irreparáveis e grande sofrimento.
“A gente não vai abrir mão do Fox de jeito nenhum. Eu acho até um pouco desagradável algumas pessoas ficarem comentando esse tipo de coisa porque o Fox claramente não quer desistir. Então por que a gente vai desistir dele? Para a gente não ter trabalho com um cachorro com necessidade especial. A gente é família. O Fox não é um cachorro, é família”, enfatizou Sofia durante a live com seguidores.

Quadro de saúde de Fox é grave, mas família mantém esperança
A saúde de Fox inspira cuidados desde que foi atacado pelo Bull Terrier de um vizinho, no Jardim América, em São José dos Campos, no dia 9 de outubro. Desde então foram três cirurgias e diversos procedimentos, incluindo uma traqueostomia.
Há 13 dias internado, o cão já passou por altos e baixos. Entre os desafios estiveram uma parada cardíaca, edema pulmonar e um inchaço no coração. A última atualização divulgada pela família neste domingo (22) apontou que Fox foi diagnosticado com uma anemia grave, e justamente por isso estaria mais abatido nas últimas horas.
“O Fox hoje se encontra com anemia grave, tanto que ele já se encontra com bolsa de sangue reservada caso precise de uma transfusão. Quando a gente se encontra com anemia, a gente não consegue transportar oxigênio suficiente pelo nosso corpo, logo a gente não consegue ter muita energia. E sem ter muita energia a gente não consegue ficar de fato ativo, feliz e se movimentando”, explicou Sofia Albuquerque, que é enfermeira.
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Gastos podem chegar a R$ 60 mil
A família disse que já foram gastos R$ 19 mil em cuidados com o cachorro até o momento e que o valor deve aumentar. A estimativa, segundo Sofia, é de que sejam gastos R$ 60 mil até um eventual retorno de Fox para casa.
Na UTI, o Spitz tem feito exames diários. Apesar de um prognóstico ainda incerto, a esperança não é deixada de lado.
“Vou até usar as palavras da nossa veterinária ontem (21). A médica falou assim… ‘os exames estão ruins, mas eles dizem para a gente o quê: bora!’. Enquanto o corpo do Fox e o próprio Fox disserem ‘bora’, a gente vai dizer ‘bora’. Só no momento em que ele estiver dizendo que não aguenta mais, a gente vai começar a pensar a considerar isso [eutanásia].
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