Os funcionários das ETECs (Escolas Técnicas) e FATECs (Faculdades de Tecnologia) do estado de São Paulo estão em greve por tempo indeterminado há uma semana. Ao todo, mais de 130 unidades aderiram à paralisação.
No Vale do Paraíba, os trabalhadores de sete unidades das cidades de São José dos Campos, Caçapava, Taubaté, Pindamonhangaba, Lorena, Cachoeira Paulista e Cruzeiro, se mobilizam. Por outro lado, no Litoral Norte, a mobilização teve aderência apenas em Caraguatatuba.

Mara Carneiro, diretora do Sinteps (Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza), disse que as adesões à greve estão aumentando.
“Quase todas as FATECs e ETECs do Vale e litoral norte continuam em greve parcial, com aumento do número de adesões. Amanhã a tarde, teremos uma reunião on-line com os profissionais interessados, da região do Vale e litoral norte. A noite, teremos reunião com os representantes do comando de greve de todo o Estado“.
Segundo Mara, certas unidades pararam seus serviços por completo, enquanto outras não aderiram ao movimento.
“Algumas unidades pararam 100%. Estamos numa correria, pedindo moção de apoio a vereadores de várias cidades, panfletando nas unidades , fazendo visitas às unidades com pouca, ou nenhuma adesão“.
Oposições e motivo
Ela cita ainda o desafio de tentar convencer as unidades que não aderiram, além da situação com o governador do Estado.
“Temos enfrentado alguns diretores de unidades que , por razões que não cabe citar, não aceitam nossa visita. Estamos fazendo reuniões on-line, com os representantes do comando de greve (dois representantes por unidade). E o governador ainda se recusa a nos atender para entrar num acordo“.
Mara afirma que, apesar das dificuldades, o protesto está influenciando decisões.
“O Superintendente do Centro Paula Souza já alterou o ofício sobre os 180 dias que levaria para estudar a proposta da categoria, junto a um grupo de trabalho formado por alguns profissionais, exceto representante do Sinteps e dos cursos EAD (ensino à distância). O novo ofício deduziu o prazo para 40 dias. Creio que estão sentindo a pressão“.
Segundo o Sinteps, a greve nas FATECs e ETECs é pelo “fim do arrocho salarial”, que é quando os reajustes salariais não acompanham a inflação, pela revisão de carreiras, pagamento de bônus e em defesa das escolas do Centro Paula Souza.
Aliás, os funcionários estão indignados com a decisão do governo Tarcísio, de “ceder” as instalações do prédio em São Paulo para uma universidade privada.
Por meio de nota, o Centro Paula Souza afirma que trabalha para valorizar os servidores da insitituição e que já concedeu um reajuste acima da inflação para os funcionários.
Além disso, a pasta garante que o pagamento da bonificação acontecerá até o mês de outubro e pode ser antecipado para setembro. A autarquia acrescenta que a proposta do novo plano de carreira será encaminhado às instâncias responsáveis pela análise até setembro.
Confira a nota na íntegra:
O Centro Paula Souza (CPS) trabalha para valorizar os servidores da instituição. A Bonificação por Resultados (BR), referente ao ano de 2022, por exemplo, já foi publicada no Diário Oficial do Estado e será o paga até outubro, podendo ser antecipada para setembro.
A atual gestão, já em seu primeiro ano de governo, concedeu um reajuste acima de inflação para os servidores públicos.
O estudo para o novo Plano de Carreiras dos servidores do CPS está em andamento e contava, até o dia 23 de junho, com a participação de representantes do sindicato, que optaram por se desligar do grupo de trabalho. A proposta do novo plano de carreira será encaminhada às instâncias responsáveis pela sua análise até setembro, e as contribuições do Centro Paula Souza serão avaliadas.
O investimento nas Etecs e Fatecs para ampliar as oportunidades de acesso à formação profissional gratuita em São Paulo é compromisso da atual gestão.
A instituição adotará todas as medidas necessárias para garantir que os estudantes não sejam prejudicados.
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