Novos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) nesta quinta-feira (3) revelam um quadro alarmante de desmatamento no Cerrado, o segundo maior bioma do Brasil, que se contrasta com uma redução significativa nas taxas de desmatamento na Amazônia.
Entre agosto de 2022 e 31 de julho deste ano, o Cerrado teve uma devastação de 6.359 km², uma área quase seis vezes a do território de São José dos Campos.
Esses números marcam o pior desempenho do Cerrado desde o início de sua série histórica do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), iniciada em 2017-2018.

O método do INPE para o cálculo anual considera o período do meio de um ano até o meio do ano seguinte, sendo utilizado como referência para avaliar as taxas de desmatamento.
Na Amazônia, o cenário é diferente, com um acumulado de alertas de desmatamento de 7.952 km² entre agosto do ano passado e julho de 2023.
Esse valor representa a menor extensão em quatro anos, comparável à aproximadamente 17 vezes a área da cidade de Taubaté.
O atual período apresenta ainda uma redução de mais de 7% no acumulado de alertas se comparado com a temporada anterior 2021/2022.
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Outro ponto a ser destacado é a queda de 66% no desmatamento registrada em julho na Amazônia, conforme destacado pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.
Julho costuma apresentar os maiores índices de desmatamento na região, tornando a redução deste mês surpreendente.
A Amazônia teve apenas 500 km² de desmatamento, o menor número de alertas para um mês de julho em cinco anos.
Todos os dados e resultados foram anunciados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, em conjunto com o Ministério da Ciência e Tecnologia.
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