Após registrar o primeiro caso de gripe aviária na cidade, a Prefeitura de São Sebastião vai monitorar as aves de produção a partir desta segunda-feira (10).
A ação vai ser coordenada pela CDA, em conjunto ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município.

As aves de subsistência são criadas para produção de alimentos. O tipo mais explorado é o frango, mas podem fazer parte da atividade patos, codornas, perus, entre outros. A ave encontrada pertence à espécie Trinta-réis-bando.
Caso positivo
Na última semana, uma ave silvestre foi encontrada unidade da Petrobras, Praia dos Boneteiros, na região central de São Sebastião.
O resultado positivo de Influenza Aviária (H5N1) foi confirmado pela Prefeitura, por meio das secretarias de Saúde (SESAU) e do Meio Ambiente (SEMAM). A divulgação foi feita neste sábado (8).
Logo após a confirmação do caso, foi estabelecido o perímetro do foco, assim como o isolamento da área afetada. Os protocolos estabelecidos são feitos de forma imediata a partir da constatação da ocorrência.
Até então, o Litoral Norte de São Paulo soma quatro casos positivos de gripe aviária, todos em aves silvestres, positivadas nos municípios de Ubatuba, Caraguatatuba e São Sebastião. Em todo o estado já são sete casos. No Brasil, há 61 casos da doença.
Leia mais: Ubatuba confirma primeiro caso de gripe aviária no estado de SP
Cuidados
Conhecida como gripe aviária ou influenza aviária A, a H5N1 é um vírus que afeta principalmente as aves, mas que também pode contaminar seres humanos.
Os sintomas são parecidos com os da gripe comum, como dor de garganta e no corpo, febre, tosse e secreção nasal. A doença pode evoluir e causar insuficiência respiratória e até falência múltiplas de órgãos.
A transmissão pode acontecer através do contato direto ou indireto com aves infectadas ou de suas secreções. Em caso de contágio, a pessoa que entrou em contato com o animal deve informar a exposição em um serviço de saúde de urgência.
O CCZ também orienta que aves suspeitas ou mortas não devem ser tocadas. A indicação é ligar para o 199 e aguardar orientação da autoridade sanitária.
Aves suspeitas devem ser manipuladas somente por profissionais capacitados e com a utilização de equipamento de proteção individual (EPI) completo.
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