O inverno no hemisfério sul começa oficialmente nesta quarta-feira (21), às 11h58 (horário de Brasília).
No entanto, a estação mais fria de todas neste ano não deve ser tão rigorosa, isso por influência do El Niño, fenômeno metereológico responsável por elevar as temperaturas.

Inverno menos rigoroso também no Vale do Paraíba
De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Metereologia) e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o inverno no sudeste do Brasil este ano, onde se encontra a região do Vale do Paraíba, deve ter chuvas próximas da média.
A temperatura, como esperado, fica acima do habitual para o inverno, mas em alguns pontos pode ser possível identificar geadas por conta da entrada de massas de ar frio.
Além disso, outra característica da estação será a formação de nevoeiros, especialmente durante as manhãs. Eles acontecem por conta de inversões térmicas e diminuem a visibilidade, especialmente em estradas e aeroportos.
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O que é o El Niño
O El Niño é um fenômeno climático que ocorre periodicamente na região do Oceano Pacífico equatorial.
Ele é caracterizado pelo aquecimento acima da média histórica das águas superficiais do oceano, que causa alterações significativas nos padrões climáticos globais.
Normalmente, os ventos alísios – que sopram nas regiões tropicais próximas à Linha do Equador – vão do leste para o oeste, empurrando as águas superficiais quentes para o oeste do Oceano Pacífico.
No entanto, durante o El Niño, esses ventos enfraquecem ou até mesmo se invertem, permitindo que as águas quentes se desloquem em direção à costa da América do Sul.
Essa mudança na circulação oceânica tem impactos significativos no clima em diferentes partes do mundo. Nas áreas afetadas pelo El Niño, podem ocorrer eventos climáticos anômalos, como:
- Chuvas intensas;
- Enchentes;
- Secas prolongadas;
- Tempestades mais intensas.
Essas alterações podem ter efeitos econômicos, sociais e ambientais significativos em diversas regiões do planeta.
É importante destacar que o El Niño é apenas um dos fenômenos que fazem parte do sistema climático global e tem uma duração variável, geralmente de alguns meses a um ano.
No Brasil, a previsão é de que ele se estenda de junho até agosto.
Em contraponto ao El Ninõ há um outro fenômeno, a La Niña, que é caracterizado pelo resfriamento acima da média histórica das águas superficiais do oceano e consequentemente tem efeitos climáticos opostos.
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