A Universidade de Taubaté (Unitau) está preparando uma exposição itinerante para alertar a população sobre golpes e crimes de estelionato.
A mostra, feita em parceria com a Polícia Civil e com o cartunista Jean Galvão, será lançada no dia 15 de junho e instalada inicialmente no Taubaté Shopping.
Segundo a Unitau, no entanto, o tempo de duração da exibição no shopping e os outros locais que receberão a exposição ainda não estão fechados.

Toda a ação faz parte da Campanha “O Golpe ta aí! Não caia nele”, iniciada pela Unitau no mês de maio.
A campanha tem como objetivo a prevenção de golpes populares e se apoiou na divulgação de charges produzidas por Jean Galvão e palestras, além de ter preparado uma cartilha informativa com apoio da Polícia Civil e que será lançada junto à exposição.
“Buscamos a disseminação do conhecimento sobre os golpes que frequentemente são praticados, alertando a população quanto a necessidade de realizar contratações seguras em seu dia a dia”, explica o professor e coordenador do projeto de extensão Observatório da Violência, Daniel Estefano Santos.
A Unitau divulgou que um dos trechos da cartilha destaca a forma de identificar um estelionatário.
“O estelionatário é gentil e envolvente, se veste de maneira distinta e conversa de forma clara e educada. A história por ele criada é muito convincente, razão pela qual é comum que a vítima perceba golpe quando já houve o prejuízo econômico. Por isso, estar bem informado é sempre a melhor prevenção.”
As charges da campanha
Ao todo, foram produzidas e publicadas oito charges animadas assinadas pelo artista e animadas pela TV Unitau dando detalhes sobre diferentes tipos de golpe.
Um deles é o “golpe do relacionamento amoroso”, que rendeu a charge favorita de Jean de todo o trabalho desenvolvido na parceria.
A minha favorita é a do golpe do relacionamento amoroso. Agora que as pessoas se falam cada vez mais online… talvez esse golpe seja um dos que mais aconteça. Todo cuidado é pouco”, alertou o chargista.
Veja a animação
Neste tipo de golpe, a vítima e o estelionatário se conhecem virtualmente e iniciam uma relação mais íntima. Então o criminoso passa a alegar dificuldades financeiras e pede ajuda com as despesas para a pessoa “amada”.
A pessoa atende ao pedido, faz transferências e logo após isso o estelionatário para de responder e corta o contato com a vítima.
Para Jean, alertar sobre este tipo de crime é fundamental visto que acontecem com frequência, mas nem toda a população têm conhecimento sobre.
“É muito importante [a campanha]! Acho que todo mundo conhece alguém que já caiu num desses golpes. Alguns do que eu ilustrei eu nem sabia exatamente como funcionava, ou seja, eu mesmo acabei aprendendo com esse trabalho”.
Leia mais: Pesquisa da Unitau revela risco de contaminação por parasitas em areias do Litoral Norte
“A informação tem que chegar de todas as formas possíveis e uma delas, que acho eficaz para as pessoas fixarem depois, é o humor, o cartoon. Você dá uma risada, depois reflete e fixa o assunto, se identifica com ele”, enfatizou o cartunista.
Confira os outros sete golpes retratados nas tirinhas
- Golpe do familiar que necessita de ajuda financeira
- Golpe dos sites falsos
- Golpe do contato bancário
- Golpe do intermediador de vendas
- Golpe do bilhete premiado
- Golpe do falso delegado
- Golpe do falso leilão
Dados de estelionato no Brasil
De acordo com a edição de 2022 do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados, entre 2018 e 2021, um total de 3,1 milhões de casos de estelionato no país.
Somente em 2021, o número chega a 1,2 milhão de registros, o que representa um aumento de 179,9% em relação a 2018.
Para tentar frear esse avanço, potencializado pelo uso da tecnologia, o crime de estelionato por meio eletrônico foi tipificado em 27 de maio de 2021 pela Lei nº14.155/2021.
“As estatísticas revelam que existe uma crescente identificação de vítimas que suportaram prejuízos econômicos em nossa região. Se reconhecermos que esses números ainda contam com diversos crimes que, pelas mais variadas razões, deixam de ser noticiados, podemos concluir que a situação é alarmante”, destaca o professor Daniel Estefano Santos, docente no curso de direito da Unitau e coordenador do projeto de extensão Observatório da Violência, que organiza a campanha.
Segundo projeto em parceria com a Polícia Civil
Este é o segundo projeto desenvolvido no ano pelo Observatório da Violência da Unitau em parceria com a Polícia Civil.
No dia 8 de março foi lançada também a campanha Mulheres que inspiram outras mulheres, para o combate de casos de violência doméstica.