Uma pesquisa realizada por alunos de medicina do campus de Caraguatatuba da Universidade de Taubaté (Unitau) revelou risco de doenças causadas por parasitas nas areias das praias do Litoral Norte paulista. Os dados foram divulgados na manhã desta quinta-feira (11).
Um dos alvos do estudo é o bicho-geográfico, uma larva que se hospeda no intestino de cachorros e gatos e pode ser transmitida por meio das fezes.
A pesquisa foi desenvolvida na disciplina de parasitologia geral com os alunos do 2° período. Os estudantes recolheram 20 amostras de dejetos na areia para análise. Em 6, foram encontradas a larva migrans cutânea, popularmente conhecida como bicho-geográfico.

Os pesquisadores ainda vão verificar as áreas e praias que oferecem maior risco de transmissão para a sociedade. O objetivo é que, a partir do resultado, sejam pensadas campanhas junto à prefeitura de Caraguatatuba para a conscientização das pessoas sobre o assunto.
Segundo a professora responsável pela disciplina Parasitologia Geral, Francine Alves da Silva Coelho, alguns hábitos adotados podem evitar a contaminação do ambiente público.
“É essencial para a população visualizar áreas de risco, evitar a contaminação do ambiente e mudar hábitos inadequados, como não recolher as fezes de seus pets quando estão em passeios. Vale ressaltar a importância do diagnóstico parasitológico nos animais”, explicou, em nota.
O resultado do estudo deve ser divulgado no Congresso Internacional de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento (CICTED 2023).

Sobre a contaminação por parasitas
Em nota, os especialistas alertaram sobre os riscos da contaminação por parasitas, especificamente pelo bicho-geográfico. Ao entrar em contato com o corpo humano, ele gera coceira exacerbada, inchaço e sensação de movimento debaixo da pele.
A espera pela remoção espontânea do bicho-geográfico não é indicada pelos médicos, já que a demora pode acarretar em complicações. A recomendação dos profissionais da saúde é que a pessoa infectada procure atendimento especializado o quanto antes.
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