As passagens intermunicipais no estado de São Paulo vão ficar mais caras a partir do dia 1° de julho.
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) autorizou o reajuste de até 18% no valor dos bilhetes de ônibus.

A Artesp diz que os acréscimos foram feitos levando em conta o valor dos insumos, como combustível e pneus, que subiram acima da inflação.
A medida, no entanto, não será aplicada nos ônibus da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo), que circulam na região metropolitana da Grande São Paulo.
O aumento das passagens no Vale do Paraíba
O valor base das passagens é determinado pela distância do trajeto da linha e também de acordo com o tipo de viagem e recursos oferecidos, como ônibus leitos e executivos.
As novas tarifas foram publicadas nesta quarta-feira (17) em tabela no Diário Oficial do Estado de São Paulo.
Vale destacar que os valores da tabela não consideram taxa de embarque em terminais rodoviários, seguro facultativo, pedágio ou balsa. Dessa forma, o preço final das passagens ainda sofrerá outros acréscimos de acordo com as taxas de cada companhia.
Confira abaixo os novos valores para alguns dos principais trechos feitos por passageiros do Vale do Paraíba:
- São José dos Campos – Taubaté: R$ 18,09 (ônibus convencional)
- São José dos Campos – Aparecida: R$ 28,43 (ônibus convencional)
- São José dos Campos – São Paulo: R$ 31,88 (ônibus convencional)
- São José dos Campos – Caraguatatuba: R$ 36,85 (ônibus convencional)
- São José dos Campos – São Sebastião: R$ 40,88 (ônibus convencional)
- São José dos Campos – Ubatuba: R$ 55,98 (ônibus convencional)
*Valores são para viagens feitas em ônibus convencionais, sem considerar preço de leitos e executivos.
O reajuste
De acordo com a Artesp, o último reajuste havia ocorrido em setembro de 2021.
Segundo a agência, estudos apontam que a correção com base no reajuste dos preços dos insumos, normalmente utilizados no cálculo do reajuste, resultaria em um índice muito acima da inflação: diesel (97,86%) e veículo (34%) e pneu (27%), somente em 2022.
Por isso, a organização afirma que foi adotado um índice menor para recompor, pelo menos parcialmente, os custos do setor.
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