Com o objetivo de debater 22 temas prioritários para a Igreja Católica, a 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teve início nesta quarta-feira (19), em Aparecida. Dentre os temas abordados, estão a violência nas escolas, a proteção dos povos indígenas, os desafios da Igreja e a Campanha da Fraternidade.
Durante o evento, a CNBB lançou um documento sugerindo ações de paz nas escolas diante dos recentes casos de violência escolar no Brasil. Dentre as medidas, estão a importância do diálogo e da criação de um ambiente escolar de confiança. O documento na íntegra está disponível no site da CNBB.
A conferência foi conduzida pela presidência da entidade, o arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes, e o reitor do Santuário de Aparecida, padre Carlos Eduardo Catalfo. Durante a primeira sessão, foram apresentados os bispos nomeados no último ano para a Igreja no Brasil.

Sobre a violência nas escolas, o presidente da CNBB disse que vê essa realidade como “consequência dos caminhos que nós temos tomado muitas vezes lamentavelmente a partir de lideranças políticas importantes que vêm fomentando o ódio, desavenças, o que compromete a busca pela fraternidade universal”.
Seguindo o Pacto Educativo Global, convocado pelo Papa Francisco, ele chamou os fiéis a encontrarem “caminhos de diálogo, serviço e indicações concretas”. Segundo ele, viver a fé cristã é humanizar-se, buscando estabelecer a cultura da paz.
Povos indígenas
A abertura do evento aconteceu no dia dos povos indígenas. Aproveitando a ocasião, o arcebispo de Cuiabá (MT) e segundo vice-presidente da CNBB, dom Mário Antônio da Silva, destacou que a Igreja têm abraçado as causas das comunidades.
Segundo ele ele, é preciso “reconhecer o protagonismo dos povos indígenas e comunidades tradicionais e reconhecer sua sabedoria e beber dessa fonte para descobrir soluções para os muitos problemas que vivemos hoje em nossa nação e em nosso planeta, sobretudo na questão da preservação ambiental”.
Desafios da Igreja
O presidente da entidade, Dom Walmor, classificou os últimos quatro anos como mais difíceis nos 70 anos da CNBB.
Ele desafiou a Igreja no Brasil a ser uma Igreja em saída e sinodal, que “vá ao encontro da vida das pessoas e considera aquilo que elas vivem, sofrem, carregam, sonham e, sobretudo, na tarefa de construir uma sociedade justa, fraterna, solidária.
Sobre a Assembleia Geral da CNBB
A Assembleia Geral da CNBB acontece uma vez por ano com o objetivo de tratar de assuntos pastorais, de ordem espiritual e de ordem temporal, daqueles relativos à missão da Igreja e dos problemas emergentes referentes às pessoas e à sociedade, sempre na perspectiva da evangelização
Durante o evento haverá a eleição, com voto secreto, para 20 funções/serviços à CNBB, sendo os 4 membros da presidência, 12 presidentes das Comissões Episcopais permanentes, 2 representantes da CNBB no Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), um titular e suplente, e 2 bispos que participarão do processo do Sínodo sobre a Sinodalidade, em Roma.
O encontro do episcopado brasileiro se estende até o dia 28, com 22 sessões ao longo das duas semanas.
Acompanhe também: