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    Vacinas causam autismo? Entenda a história por trás deste mito

    5 de abril de 2023Nenhum comentário3 Minutos de Leitura
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    “Vacinas causam autismo”. Uma fake news que foi propagada por muitos anos e gerou confusão na sociedade civil.

    Em 1998, um artigo científico foi publicado com esse dado,  na revista científica The Lancet e, até hoje, acontece das pessoas fazerem a associação de vacinas com o distúrbio.

    No entanto, essa referência já é desmentida pela comunidade científica há bastante tempo.

    criança brincando com os pais; foto ilustra matéria sobre Vacinas causam autismo Entenda a história por trás deste mito
    Foto: Reprodução/Freepik

    Na ocasião, o estudo foi realizado com 12 crianças que tinham sinais de autismo e inflamação intestinal grave; no caso, 11 delas teriam recebido a vacina tríplice viral (contra caxumba, sarampo e rebéola), porque tinham rastros do vírus do sarampo no corpo.

    O autor do artigo, médico britânico Andrew Wakefield, contrariou os princípios básicos da ciência e se utilizou de elementos falsos.

    Com isso, o pesquisador relacionou o autismo em crianças com a aplicação de vacinas.

    Resultado: cobertura vacinal caiu e vários movimentos antivacina surgiram no mundo todo. Inclusive há adeptos da ideia até hoje.

    A verdade é que não havia vírus nas amostras de nenhuma criança e descobriu-se que havia um conflito de interesse.

    Wakefield foi contratado por advogados para divulgar informações contra a vacina para que estes mesmos advogados pudessem faturar, processando os fabricantes do imunizante.

    Leia também: Com nova sede, GAIA pretende atender 500 pessoas por mês

    Em 2004, a informação foi revelada pelo jornalista investigativo Brian Deer, em uma reportagem do The Sunday Times.

    Seis anos depois o médico foi julgado como inapto para o exercício da profissão, pelo Conselho Geral de Medicina do Reino Unido.

    A conduta foi classificada como “irresponsável”, “antiética” e “enganosa”.

    Um outro profissional também foi penalizado.

    John Walker-Smith também estava na pesquisa e perdeu a licença.

    Ainda em 2010, a revista The Lancet fez uma retratação sobre o falso estudo.

    Já em 2014, uma meta-análise foi publicada na Vaccines, e indicou que a vacinação não tem a ver com o TEA (Transtorno do Espector Autista).

    A publicação foi realizada por pesquisadores australianos com estudos envolvendo mais de 1 milhão de crianças.

    Além disso, o Comitê Consultivo Global da OMS sobre Segurança de Vacinas (GACVS) também dá a garantia que não existem evidências de uma relação causal entre a vacina tríplice viral e o autismo.

    Por fim, recentemente foi publicado um estudo, na revista Cell, que sequenciou os genomas completos de mais de 20 mil pessoas e identificou 134 genes relacionados ao distúrbio.

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