Em São José dos Campos, o GAIA (Grupo de Apoio ao Indivíduo com Autismo), estará de casa nova em breve.
A novidade aparece no período em que comemora-se o Abril Azul, mês de conscientização para a população sobre a inclusão de pessoas com TEA – Transtorno do Espector Autista.
A expectativa é atender 500 pessoas por mês. A unidade está localizada no Urbanova, ao lado do GACC (Grupo de Assistência à Criança com Câncer), com uma área construída de 4 mil m².

A construção do prédio teve início em 2020 (em um terreno de 8,470 m², doado por um grupo de empresários) e foi finalizada em junho do ano passado.
De acordo com Sara Azibeiro, Diretora Presidente do GAIA, serão 16 consultórios de terapias, além de atendimentos médicos e atividades culturais, educacionais, assistenciais, entre outros.
Todos os recursos foram obtidos por meio de doações.
Recentemente, o joseense e jogador de futebol Casemiro doou quase R$200 mil à causa, o que possibilitou a aquisição de materiais para os consultórios.
Mesmo assim, Sara comenta que tudo começou com investimento pessoal.
“O GAIA nasceu porque usamos muito recurso próprio. Mas com o tempo, as despesas foram aumentando e a sociedade em geral começou a investir, e graças às ações de investidores sociais e empresários importantes, construímos esse prédio”.
Além da assistência às crianças e jovens com autismo, a associação também capacita profissionais para que estejam aptos a lidar com os autistas.
Desafios x preconceito
A luta pela conscientização se dá em razão, principalmente, pelo fato do preconceito ser o maior desafio para quem tem TEA.
Isso acontece porque o autismo ainda é tratado de uma forma um pouco tímida, devido à falta de um esclarecimento correto sobre o distúrbio.
No entanto, Sara Azibeiro explica como isso pode melhorar na prática.
“Hoje, nós vivemos num tempo de boom de formadores de opinião. Começar a falar disso [autismo] é um serviço de utilidade pública e isso deixa de ser tabu, é uma coisa do nosso dia a dia. É olhar com mais naturalidade e falar de pessoas que têm autismo”.
Além disso, Sara acrescenta que a popuolação depende muito do poder público, já que a maioria não tem poder aquisitivo para pagar por um tratamento particular e, segundo ela, é necessário mais investimento às necessidades dessa população.
Sobre o Gaia
O GAIA é uma organização privada sem fins lucrativos, fundado em 2005.
Na ocasião, pais de jovens e adolescentes com TEA se uniram por uma causa em comum: lutar pelos direitos das pessoas com autismo.
Com o passar dos anos, a associação foi crescendo e conseguiu também o apoio do poder público.
Hoje, a instituição é mantida por meio de doações e o grupo atua na defesa desses indivíduos.
Saiba mais aqui.
O que é o TEA
O TEA é um termo usado para se referir a um conjunto de condições que afetam o desenvolvimento do cérebro e impactam a comunicação, o comportamento social e a interação com outros indivíduos.
É importante lembrar que ele é uma condição complexa e que cada indivíduo pode apresentar um conjunto único de sintomas. O diagnóstico pode ser feito a partir de 2 anos de idade.
Dados do Center of Diseases Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos, mostram que no mundo há um caso de autismo a cada 110 pessoas.
Logo, no Brasil, estima-se que 2 milhões de pessoas enquadram-se dentro do espectro autista, no entanto o número ainda é incerto, em que já se fala em 9 milhões.
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