Foi divulgado nesta sexta-feira (24) que a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o vazamento no mar de substâncias radioativas da usina nuclear Angra 1, em Angra dos Reis. O incidente ocorreu em 16 de setembro do ano passado e, segundo o Ibama, só foi reconhecido pela estatal, responsável pelas usinas de Angra 1 e 2, em janeiro deste ano.


A Eletronuclear, administradora do complexo nuclear de Angra, só reconheceu oficialmente para o Ibama a ocorrência do despejo de substâncias radioativas no mar no dia 30 de janeiro deste ano, ou seja, mais de quatro meses depois.
No fim deste mês, o Ibama decidiu emitir dois autos de infração contra a Eletronuclear, no valor total de R$ 2,1 milhões, considerando que a empresa não comunicou o incidente imediatamente após o ocorrido, como determina a Licença de Operação da empresa.
O acidente envolveu a liberação não programada de água contaminada com substâncias radioativas na Baía de Itaorna, no litoral sul fluminense.
Segundo a Justiça, relatório do Ibama apontou falha estritamente humana, enquanto a Eletronuclear aponta problemas de corrosão de tubulações, falha humana e condições climáticas.
Na ação civil pública, o Ministério Público Federal considera que a Eletronuclear teria tentado esconder o incidente e pede a responsabilização da estatal.
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