A granada encontrada dentro do Rio Paraíba, no trecho do bairro Urbanova (região oeste de São José dos Campos), foi desarmada pelo GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) na noite deste sábado (11). A coorporação é integrante da Polícia Militar.
Após a identificação, o GATE informou que o objeto foi usado na Revolução Constitucionalista de 1932, conflito armado que aconteceu no estado de São Paulo durante três meses.
Na ocasião, os paulistas lutaram contra a perda de autonomia política do estado e a centralização do poder na nova Constituição do governo provisório de Getúlio Vargas. Apesar da derrota dos paulistas, o movimento contribuiu para a redemocratização do país e a promulgação de uma nova Constituição em 1934. O conflito resultou em muitas mortes e foi marcado por intensos combates.

Granadas submersas podem ser transportadas pela água, já que foram projetadas para funcionar tanto na água quanto em terra.
Ainda não foi divulgado como a granada foi parar no Rio Paraíba do Sul. Entretanto, vale destacar que os artefatos explosivos podem acabar submersos por diferentes motivos.
Segundo especialistas em segurança pública, uma das possibilidades é que tenham sido descartadas deliberadamente por militares ou outras pessoas que não seguiram os procedimentos adequados para o descarte de explosivos. Outra possibilidade é que tenham sido perdidas acidentalmente durante operações militares ou exercícios de treinamento.
Além disso, as granadas também podem ter sido carregadas pela correnteza do rio após terem sido lançadas em outro local e eventualmente terem se deslocado até o fundo do rio.
Em São José dos Campos, quatro combatentes participaram do combate: Alceu Ivo, Álvaro Dias Costa, Alcides Nunes de Assis e Manoel Joaquim Alves.
O dia 9 de julho se tornou feriado civil no estado de São Paulo, pela Lei estadual nº 9497, de 05 de março de 1997. A data visa comemorar a deflagração da revolução, data considerada data magna para os paulistas.
Como a granada em SJC foi encontrada?
A granada em SJC foi encontrada por um praticante de pesca magnética, na altura da ponte Flaminio Vaz de Lima.
A área ficou interditada nos dois sentidos por 40 minutos enquanto a equipe do GATE não chegasse no local. A Polícia Militar informou que foi rapidamente acionada.
Segundo o GATE, o procedimento de isolar a área quando há artefatos que podem gerar uma explosão é padrão.
Enquanto a ponte Flaminio Vaz de Lima ficou interditada, moradores do Urbanova precisaram utilizar a Via Jaguari como uma alternativa para entrar e sair do bairro.
A ponte foi liberada ao tráfego ainda durante a noite do sábado.
Como a granada foi desarmada?

A Polícia Militar informou que antes de desarmar, uma radiografia foi realizada na granada, a fim de garantir a segurança de sua remoção.
Em seguida, o artefato explosivo foi detonado ao lado da ponte, sem riscos para quem estivesse próximo ao local.
O GATE é uma unidade de elite da Polícia Militar do Estado de São Paulo especializada em situações de alta complexidade e risco, como resgate de reféns, operações de combate ao crime organizado, entre outras.
A corporação é composta por agentes altamente treinados e capacitados para atuar em diferentes tipos de ocorrências, utilizando equipamentos e táticas especiais para resolver situações críticas com rapidez.
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