Caiu em 35,9% o número de mulheres que utilizam o sobrenome do marido, no estado de São Paulo.
Os dados fazem parte da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen/SP).

Desde 2002, o Código Civil permite aos noivos adotarem o sobrenome um do outro, no matrimônio.
Hoje, parte dos casais preferem manter o sobrenome de origem.
Quando o Código Civil foi publicado, o percentual era maior: 82,2% das mulheres adotavam o sobrenome do marido.
Com o passar dos anos, esse número foi caindo. De 2002 a 2010 passou para 70,5% e de 2011 a 2020 foi para 61%.
Para Gustavo Renato Fiscareli, vice-presidente da Arpen/SP, isso é reflexo da vida moderna.
“No caso dos casamentos, foi nítido o caminhar da sociedade no sentido de maior igualdade entre os gêneros, com a mulher deixando de estar submissa ao marido e assumindo um papel de protagonismo na vida civil”.
No entanto, o que não se vê ainda com frequência é a adoção do sobrenome da mulher pelo homem.
No ano passado, somente 0,7% optou por isso. O maior percentual foi em 2005, quando 4% dos casamentos tiveram a inslusão do sobrenome da mulher no do homem.
Já a mudança por ambos foi de 7,2%, em 2022.
A mudança e escolha dos sobrenomes deve ser informada ao Cartório de Registro Civil, no momento da habilitação do casamento, em que são apresentados os documentos.
Quem opta por alterar um nome deverá alterar todos os outros documentos pessoais, como CNH, título de eleitor, RG, passaporte, cadastro bancário, registros imobiliários e no local de trabalho.
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