Ícone da aviação regional e idealizado no CTA (Centro Técnico de Aeronáutica), em São José dos Campos, o avião Bandeirante completou 50 anos de operação nesta sexta-feira (9).
O modelo EMB 110 Bandeirante entrou em serviço pela primeira vez em 1973, quando a primeira aeronave foi entregue à Força Aérea Brasileira (FAB), em cerimônia realizada na fábrica da Embraer, em São José.

A entrega simbolizou a concretização de uma visão estratégica de transformar ciência e tecnologia em atividade industrial de alto valor agregado no Brasil.
“O Bandeirante simboliza um grande marco para a aviação brasileira. Nascido dos sonhos de visionários como Ozires Silva, teve papel fundamental na integração do Brasil e, ano a ano, se mostrou um bimotor versátil, seguro e capaz de operar em todas as regiões do nosso imenso País “, disse o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno.
Para o presidente e Ceo da Embraer, Francisco Gomes Neto, o Bandeirante foi um marco para a aviação regional mundial e marcou o primeiro caso de sucesso comercial da indústria aeronáutica nacional.
“Robusto e versátil, fruto de um projeto inovador para a época, o Bandeirante foi produzido em versões para uso civil e militar e nos enche de orgulho saber que muitos exemplares continuam em operação até hoje”, afirmou Gomes Neto.
A versatilidade do avião fez com que a produção do Bandeirante se estendesse por quase duas décadas, com 498 exemplares sendo entregues em 36 países.
O Projeto Bandeirante
O projeto aeronáutico IPD/PAR 6504, que fez nascer o Bandeirante, foi idealizado no Centro Técnico de Aeronáutica (CTA), em São José dos Campos, e autorizado pelo Ministério da Aeronáutica em 1965.
O desenvolvimento da aeronave contou com a colaboração de 170 empresas nacionais e um elevado grau de qualidade para que os componentes alcançassem a precisão solicitada para sua produção.
Em outubro de 1968 aconteceu o primeiro voo do Bandeirante. Com a criação da Embraer no ano seguinte, o objetivo passou a ser desenvolver uma estrutura industrial para a produção em escala do avião, além de aperfeiçoar o projeto original.
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O Bandeirante foi projetado para prestar serviços e conectar os mais diversos pontos do território nacional, como Amazônia, Nordeste ou Centro-Oeste do país.
O modelo foi desenvolvido como uma multiplataforma e utilizado para diferentes missões e finalidades, para atender tanto operações militares quanto civis.
A primeira exportação do Bandeirante aconteceu em 1975, quando enviada uma versão militar da aeronave para o Uruguai.
Dois anos depois, a companhia aérea francesa Air Littoral se tornou o primeiro cliente internacional da versão civil.
Nos anos seguintes, o Bandeirante também se tornaria referência no mercado regional norte-americano.
O Bandeirante na FAB
Na Força Aérea Brasileira, o Bandeirante desempenhou diversas missões, como transporte de pessoas, de carga e de paraquedistas, sendo também utilizado para instrução e ensaio em voo.
Um dos destaques foi a versão de busca, salvamento e reconhecimento, que ficou conhecida como Banderulha, responsável pelo patrulhamento do território marítimo brasileiro.
Atualmente, a frota de aviões Bandeirante da FAB cumpre diferentes missões no território nacional, incluindo um papel fundamental no treinamento dos pilotos.
A aeronave se destaca também pela robustez, podendo ser empregada em regiões remotas e de difícil acesso para missões logísticas e de apoio humanitário.
Confira um vídeo da Embraer sobre os 50 anos do Bandeirante
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