O termo “eSports” veio para revolucionar o mundo esportivo.
Na prática, essa palavra é utilizada para nomear disputas e modalidades que fazem parte do esporte eletrônico.

Tudo começou em outubro de 1972, com a “Olimpíada Intergaláctica de Spacewar”. Na ocasião, foi um torneio do jogo SpaceWar, um dos primeiros games de computador.
Foi na Universidade de Stanford (Estados Unidos), com os próprios estudantes da instituição. O prêmio era uma assinatura de um ano da revista Rolling Stone.
Passados alguns anos, em 1980, veio a oficialização da primeira competição de eSports: “Space Invaders Championship”.
Foram aproximadamente 10 mil jogadores que se envolveram no campeonato, de diversas regiões dos EUA.
Logo entre 2000 e 2010, o termo começou a ganhar mais peso no mundo dos games e muitos torneios foram criados, graças a ascensão da internet.
No entanto, mesmo depois de 51 anos, o “eSports” ainda cria polêmicas.
No Brasil, um levantamento da Pesquisa Game Brasil 2022 (PGB), produzida pelo Sioux Group Gamers em parceria com Blend Research e ESPM, mostrou que três em cada quatro pessoas utilizam celulares, videogames ou computadores para jogar.
Em porcentagem, o público de games equivale a 74,9% da população.
Sabendo dessa realidade, há ainda uma grande divisão de opiniões e discussão sobre o assunto, se esses jogos eletrônicos podem ou não ser considerados de fato como um esporte.
eSports em SJC
No Vale do Paraíba, o eSports pode ser em breve uma realidade.
Em entrevista à SP RIO+, nesta quinta-feira (9), Kátia Maria Riêra Machado, secretária de Esporte e Qualidade de Vida, de São José dos Campos, disse que a introdução do eSports é um processo de evolução e não tem como retroceder com relação à existência dessa modalidade.
“Nós não podemos fechar os olhos para novas dinâmicas. Eu diria que gradativamente nós vamos ter esse espaço, a discussão é totalmente aberta”.
Durante a declaração, Kátia Riêra comentou que a prefeitura já recebeu diversos pedidos de ajuda para a realização desses tipos de torneios. “É uma questão de tempo para que a gente possa estar auxiliando algum campeonato aqui na cidade”.
Ela acrescentou ainda que é necessário se adaptar às novas culturas, já que o mundo digital vem se revolucionando cada vez mais.
“Se a gente ficar engessado, no meu ponto de vista não é legal, porque você tem que ter atividade sendo levada para o maior público possível”.
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Acesso
Por falar em “maior público possível”, uma das maiores preocupações da pasta é garantir acesso à população joseense.
No município, o programa Atleta Cidadão, por exemplo, oferece uma formação desportiva para pessoas de 8 a 20 anos de idade.
Ao todo, são 22 modalidades para mais de 1.500 jovens, em que o programa é usado como ferramenta no processo de formação cidadã.
De acordo com a prefeitura, há também atividades específicas para pessoas com deficiência (PCD) e o ingresso nas modalidades de todos é feito por meio de seletivas.
Quem é Kátia Riêra

Kátia Maria Riêra Machado é natural de Itajubá (MG) e reside em São José dos Campos há 56 anos.
É casada e tem um filho.
A secretária de Esporte e Qualidade de Vida é formada em Odontologia pela UNITAU (Univerdade de Taubaté), com mestrado e experiência dentro de consultório e como professora de graduação e pós-graduação.
Ela é também ex-atleta de voleibol (participou dos Jogos Regionais e Jogos Aberto do Interior, por 10 anos, pelo São José) e atuou também na área de jornalismo esportivo, como entrevistadora no programa Hora do Esporte, da Rádio Eldorado, por três anos.
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