
Após rumores que as blindagens de veículos seriam proibidas no Brasil, o empresário do setor Marcelo Christiansen esclareceu ao Portal SP RIO+ que o serviço continuará normalmente. Segundo ele, tudo não passou de um “mal entendido”.
A confusão começou após um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida revogou o decreto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que retirava a exigência do CR (certificado de registro) para proprietários de veículos blindados.
Entretanto, Marcelo Christiansen disse que o decreto tinha outro objetivo.
“Decreto se referia ao uso de armas e munições”, disse Marcelo Christiansen, proprietário da BSS Blindagens, localizada em São Paulo.
A revogação foi referente a um decreto de setembro de 2019 que facilitava o acesso a armamentos. Contudo, também estava prescrita a autorização de blindagem de veículos e a transferência de carros blindados. Como consequência, isso suspenderia os registros para aquisição e transferência de armas e munições de uso restrito, dentre outras medidas.
Diante disso, algumas regiões do Brasil acabaram enfrentando dificuldades no setor, como Ceará e Pernambuco.
Para Marcelo Christiansen, o Governo Federal acertou ao se pronunciar sobre o assunto.
“O DFPC [Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados] já fez comunicados às regiões esclarecendo e liberando a atividade de blindagem”, disse.
Vale destacar que a blindagem de automóveis é monitorada pelo Exército, da mesma forma que ocorre com a venda de armamentos.
Apesar das paralisações em algumas regiões do Brasil, o proprietário da BSS Blindagens disse que o setor não foi afetado no estado de São Paulo.
“Na nossa empresa também não houve interrupção de autorizações e liberações pelo Exército”, destacou.

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