
O Ministério da Justiça anunciou a criação do Observatório Nacional de Violência contra Jornalistas. A proposta foi levada ao ministro Flávio Dino (PSB) pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
O anúncio foi oficializado ontem (17). Nas redes sociais, Dino escreveu que o órgão vai dialogar com o Poder Judiciário.
Acolhendo o pedido das entidades sindicais dos jornalistas, vamos instalar no Ministério da Justiça o Observatório Nacional da Violência contra Jornalistas, a fim de dialogar com o Poder Judiciário e demais instituições do sistema de justiça e de segurança pública
— Flávio Dino 🇧🇷 (@FlavioDino) January 17, 2023
O ministro se reuniu na segunda-feira (16) com a presidenta da entidade, Samira de Castro, e representantes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).
A sugestão da Fenaj é que o órgão seja composto por representantes dos ministérios da Justiça, dos Direitos Humanos e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
Além dos profissionais de âmbito governamental, a Fenaj também sugere que participem representantes da sociedade civil organizada, como a própria federação, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e, Abraji, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).
A proposta não é inédita. Desde junho de 2013, a Fenaj e os sindicatos de jornalistas tentam instituir o mecanismo.
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Violência contra jornalistas
A criação do órgão acontece dias depois da intentona golpista ocorrida em Brasília, no dia 8 de janeiro.
No último domingo (15), a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) solicitou ao procurador-geral da República, Augusto Aras, a investigação dos manifestantes responsáveis por agredir jornalistas durante os atos extremistas.
Segundo a associação, foram registrados ao menos 15 ataques a profissionais de imprensa que trabalharam na data.
