Durante um evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (18), o sindicalista joseense Luiz Carlos Mancha defendeu uma “saída socialista” para o Brasil.
Em seu discurso, ele defendeu o rompimento com o sistema capitalista.

“Nós entendemos que sem romper com esse sistema capitalista não é possível resolver os problemas do nosso povo. Defendemos uma saída socialista por nosso país. Defendemos a revogação integral da reforma trabalhista e da reforma da previdência. Defendemos o cancelamento das privativações, inclusive da Petrobras”, dise durante seu discurso.
Ele também se posicionou a favor da valorização do salário mínimo, dos sindicatos e do fim do teto de gastos.
“É preciso reintegrar os dirigentes sindicais que foram perseguidos, porque dentro das fábricas e dos locais de trabalho não existe democracia”, disse Luiz Carlos Mancha.
Segundo ele, existe um movimento antisindical no país que deve acabar.
“É preciso acabar com esses atos antisindicais que vem acontecendo no país e em vários locais. Não existe na iniciativa privada nenhuma estabilidade de emprego. As demissões ocorrem a todo momento, principalmente atingindo dirigentes sindicais, ativistas e pessoas que querem lutar pelo direito dos trabalhadores”, disse.
Ainda durante seu discurso, Luiz Carlos Mancha defendeu a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por envolvimento aos atos golpistas em Brasília no dia 8 de janeiro.
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Evento com Lula
O discurso aconteceu em um evento no Palácio do Planalto, em Brasília, cujo objetivo do governo Lula era ouvir as reinvindicações das lideranças sindicais e debater a política de reajuste do salário mínimo.
No evento, o presidente defendeu que os ricos paguem mais Imposto de Renda. Entretanto, ressaltou que precisará da ajuda do Congresso Nacional e do apoio da população para efetivar a mudança.
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Sobre Luiz Carlos Mancha
Mancha é integrante do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. Nas eleições de 2022, foi candidato ao Senado de São Paulo pelo PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), mas não se elegeu. Ele obteve 14.598 votos.
Em setembro do ano passado, o Portal SP RIO+ entrevistou o então candidato ao lado de Weller Gonçalves (PSTU), um dos diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.
Durante a entrevista, ambos reforçaram seus posicionamentos revolucionários e socialistas.