
A Academia Joseense de Letras (AJL) publicou na segunda-feira (9) um manifesto contra os atos de vandalismo que destruíram o patrimônio público em Brasília.
Segundo a instituição, os atos radicais estão “longe de uma manifestação política”.
O documento foi assinado pelo presidente da AJL, Fabrício Correa.
Confira o manifesto na íntegra:
“A Academia Joseense de Letras, irmanada com a Academia Brasileira de Letras e com a Academia Paulista de Letras repudia veementemente os atos antidemocráticos ocorridos em Brasília na data de ontem, 8 de janeiro, e reforça seu compromisso com a democracia e o fortalecimento do diálogo como ponte definitiva em direção ao bem comum.
A ação de vândalos e terroristas contra o patrimônio cultural brasileiro, perpetuado com a invasão dos prédios onde funcionam os poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário não pode ser tolerada e está longe de uma manifestação política.
Reafirmamos como instituição cultural nosso compromisso com o estado de direito”, diz o manifesto.
Sobre a Academia Joseense de Letras
Fundada em 1980, a Academia possui 30 cadeiras ocupadas por intelectuais, escritores, professores e profissionais reconhecidos da área.
A instituição tem o objetivo de preservar e estimular a literatura de São José dos Campos por meio de pesquisas e estudos de seus membros e acadêmicos.
Atos em Brasília
Centenas de apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília (DF), na tarde do último domingo (8).
Durante a ação, eles praticaram atos de vandalismo em várias estruturas dos prédios públicos.
Nos ataques ao Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF), itens que compõem o patrimônio artístico e cultural brasileiro também foram alvo de depredação do grupo, que destruiu obras de arte, objetos de decoração e móveis raros.
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